Eusébio

1942 - 2014
O Pantera Negra
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O Pantera

O 'Pantera Negra' surgiu pelo seu estilo felino


Eusébio, a 'Pantera' que se tornou 'Rei'
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O “Pantera Negra”, alcunha que lhe foi atribuída pelo jornalista inglês Desmond Hackett, em alusão ao seu estilo felino a jogar, é uma figura incontornável do futebol, desporto-rei, e tem um estatuto que quase faz dele uma marca registada.

O Benfica sagrou-se campeão europeu ainda sem Eusébio, mas foi o “Pantera Negra” que consolidou o estatuto do clube em plena década de 1960 e brilhou no terceiro lugar da seleção portuguesa no Mundial de futebol de 1966.

Eusébio

O 'Pantera Negra' nasceu em Moçambique e começou no Sporting de Lourenço Marques


O Pantera Negra
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O futebol nos pés de Eusébio começou ainda menino, quando aos 15 anos jogava no “Os Brasileiros Futebol Clube”, em Moçambique.

Foi uma passagem curta na vida de Eusébio, que depois de não passar nos testes para o Desportivo de Lourenço Marques, filial do Benfica no seu país de origem, representou o Sporting de Lourenço Marques, onde se começou a distinguir.

Os anos 60

A chegada ao Benfica que o disputou com o Sporting


Os dois clubes de Lisboa pretendiam contratar Eusébio
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A década de 1960 estava a despontar e Benfica e Sporting envolveram-se numa disputa pelos serviços do “Pantera Negra”: as “águias” comprometeram-se com a mãe de Eusébio, D. Elisa, e o Sporting com o clube. O processo demorou a clarificar-se e Eusébio, que chegou a Lisboa em dezembro de 1960 com o nome de código Rute – tal a cobiça entre os “rivais” -, apenas viria a estrear-se pelo Benfica em maio de 1961. Foi o princípio de tudo: uma carreira ímpar, com sucessos, prestígio, lesões, notoriedade e um nome que se transformou numa verdadeira marca. A 16 de dezembro de 1960, Eusébio chega a Portugal disfarçado de "Rute Malosso"

Uma estrela

Um jogador que estabeleceu recordes


Um currículo invejável
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O currículo de Eusébio é único: sete vezes melhor marcador do campeonato nacional (1963/64, 64/65, 65/66, 66/67, 67/68, 69/70 e 72/73), duas vezes o melhor marcador europeu (1967/68 e 72/73) e uma vez eleito melhor futebolista Europeu.

Foi 11 vezes campeão nacional pelo Benfica - alinhando em 294 jogos, nos quais marcou 316 golos -, ganhou cinco Taças de Portugal, foi campeão europeu em 1961/62 e finalista da Taça dos Campeões em 1962/63 e 67/68.

Mundial'66

A carreira de Eusébio foi notável mas 66 um marco histórico


A Inglaterra venceu o Mundial de 66, mas quem brilhou foi Eusébio
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A sua carreira ficou ainda marcada pela presença em 64 jogos da seleção nacional, pela qual se estreou em 08 de Outubro de 1961 com uma derrota no Luxemburgo (4-2) e pela participação em dois encontros da seleção mundial e 12 da seleção europeia. No Mundial de 1966, em Inglaterra, Eusébio foi o grande responsável pelo terceiro lugar conquistado pela turma das “quinas”, ganhando o troféu destinado ao melhor marcador da prova, com nove golos, e sendo considerado o melhor jogador da competição.

De Ouro

Eusébio venceu duas botas de ouro


O Bota de Ouro
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O Pantera negra venceu por duas vezes a bota de ouro. “Bota de Ouro” para melhor marcador europeu, com 42 golos; Melhor marcador do Campeonato Nacional, em 67/68.

Já em 1972/73 repete o feito: “Bota de Ouro” para melhor marcador europeu, com 40 golos; Melhor marcador do Campeonato Nacional.

De coração

Eusébio, o Pantera, o Rei


Eusébio esteve sempre de coração com a seleção
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Eusébio tem sido um pilar de força no seio da seleção portuguesa. A sua presença foi sempre vista como um talismã para as conquistas lusas. Símbolo do futebol português, atravessou a história do desporto mas também política. Moçambicano, viveu na pele o período da colonização a jogar pelas cores do colonizador. Consta que Eusébio nunca deixou Portugal e o Benfica porque Salazar “decretou” que ele seria uma propriedade do Estado. Nunca foi esclarecido este ponto.

Coincidência

Eusébio jogou contra o Benfica a 5 de janeiro de 1977


Eusébio não marcou mas fez uma assistência. O jogo terminou 2-2.
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A 5 de Janeiro de 1977, o SL Benfica deslocou-se a Aveiro para defrontar o Beira-Mar, em jogo da 12.ª jornada do campeonato nacional, num jogo muito especial para Eusébio. O “Pantera Negra” tinha regressado a Portugal para jogar alguns meses pelo clube de Aveiro, aproveitando a paragem no campeonato norte-americano, e quis o destino que o maior símbolo dos encarnados defrontasse o seu clube do coração pela primeira e única vez. A minutos do fim recusou-se a marcar um livre.