A Drone Racing League (DRL) é a nova sensação no que diz respeito a competições e corridas de drones. Pilotos humanos testam a sua habilidade no controlo das pequenas aeronaves, num misto de velocidade e acrobacias, num espetáculo estimulante de luz e cor para quem assiste. Mas, e se os humanos forem retirados desta equação?

A Lockheed Martin aliou-se a DRL para uma competição ainda mais especial, envolvendo os drones, claro, mas substituindo os pilotos humanos por sistemas de inteligência artificial. E essa foi mesmo a competição, o desafio AlphaPilot, que reúne equipas compostas por programadores, engenheiros e pilotos para desenvolver um drone totalmente autónomo, controlado por IA.

Esses drones podem competir com pilotos humanos, de topo, para testes de limite, mas o objetivo final é testar as corridas entre dispositivos totalmente autónomos, e a organização tinha um prize pool de dois milhões de dólares.

A equipa vencedora arrecadou um milhão de dólares, a holandesa Team MAVLab, um laboratório de investigação de drones da Universidade de Tecnologia de Delft. O seu drone conseguiu percorrer o circuito, de forma autónoma, em apenas 12 segundos. O drone que ficou em segundo lugar foi 25% mais lento a conseguir passar a linha da meta. A competição foi disputada por nove equipas internacionais de estudantes, engenheiros e programadores dos cinco continentes. As equipas desenvolveram o seu código de IA para os drones.

O objetivo da Lockheed Martin, é testar o futuro da condução e pilotagem autónoma, através de IA, usando para isso competições futuristas, mas reais, com os drones. Além disso, utilizar a tecnologia de drones autónomos em cenários reais para aliviar desastres, procura e missões de resgate, assim como aplicações na exploração do espaço, o qual a Lockheed também está envolvida.

A NVidia foi parceira da competição ao fornecer a plataforma computacional de IA, a Jetson AGX Xavier. A tecnologia permitiu assistir à distância à performance dos drones, que fizeram o circuito, passando pelas metas, sem ajuda de qualquer GPS, pinos de orientação de dados ou intervenção humana.

Mas não se preocupem os pilotos humanos, pois na derradeira prova, entre a equipa vencedora, a MAVLabs e um dos melhores pilotos do mundo, Gabriel "Gab707" Kocher, este venceu por cinco segundos o adversário robótico.

Se está interessado em assistir a corrida de drones, a DRL utiliza o Twitter para transmitir as competições. A organização prometeu para o dia 29 de dezembro a transmissão dos melhores momentos da temporada. Pode procurar em @DroneRaceLeague.

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