O ex-futebolista angolano e do Petro do Huambo, Aníbal Rebelo de Oliveira Salumbo, foi reeleito e empossado, este sábado, ao cargo de presidente de direcção desta agremiação desportiva para o quadriênio 2020/2024.

Aníbal Rebelo de Oliveira Salumbo, que concorreu em lista única, foi reeleito durante a assembleia de sócios, com 32 votos a favor, sem nenhum contra e abstenção.

Com a sua recondução ao cargo, Anibal Rebelo de Oliveira Salumbo lidera a sétima direcção do clube “Alvi-negro”, fundado a 5 de Janeiro de 1980, na sequência da fusão entre o Atlético de Nova Lisboa e o Desportivo da Sonangol.

O mesmo teve como primeiro presidente Armando Machado, co-fundador do clube, que anos depois presidiu a Federação Angolana de Futebol e depois dele, o clube foi liderado por Armando Cangombe (Piriquito), já falecido, Carlos Alberto Pires (Graça) e José Sobrinho.

Entre 2012 a 2016, o Petro do Huambo foi presidido por João da Reconciliação André, um ex-futebolista da agremiação.

Além do presidente, os sócios elegeram e empossaram quatro vice-presidentes da agremiação, designadamente Amilcar Mateus de Oliveira Salumbo, Ivana Alexandre Isidro Machado, José Carlos Dias Brás e Aurélio Caiumbuca.

Como vogais de direcção, foram eleitos os ex-jogadores José Manuel Constantino, Alcino Menezes Manuel e Carlos Alberto dos Santos Camobolo.

A Mesa a Assembleia tem como presidente Manuel Almeida, coadjuvado por Ernesto Maria Domingos, 1º vice-presidente, Joia dos Santos Manuel, 2º vice-presidente, Luis Cruz Bento e Domingos Matias, ambos secretários, eleitos e empossados na mesma cerimónia.

Como presidente do Conselho Fiscal tomou posse Jaime Diniz Lua, coadjuvado por Joaquim Monteiro, na qualidade de vice-presidente, e Benjamim Quintas, como vogal, ao passo que no Conselho de Disciplina forame eleitos e empossados Carlos Pedro Melo e Alberto Camulombo, como presidente e vice-presidente, respectivamente, além de outros três vogais.

Ao intervir no encerramento da assembleia de sócios, o director do Gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto nesta província, Jeremias Piedade Chissanga, que lembrou os tempos áureos em que agremiação era uma das mais emblemáticas do planalto central, instou a nova direcção para apostar no diálogo aberto na abordagem dos problemas do clube, além de promover a inclusão de todos os sócios desintegrados.

Por isso, manifestou o desejo de voltar a ver clube “alvi-negro” na ribalta e, sobretudo, a participar nas actividades desportivas a nível da província e do país em geral, de modo a contribuir para o desenvolvimento do próprio desporto, devendo a instituição que dirige prestar todo apoio institucional para a recuperação da mística do clube.

A formação não disputa, desde 2008, o Girabola e não participa na prova de apuramento desde 2014. Entre os principais feitos do clube “alvi-negro” consta a disputa da final da 1ª edição da Taça de Angola, em 1982, estando ainda na II divisão, tendo perdido para o 1º de Maio de Benguela, colosso da época.

Em 1984 quedou-se 3ª posição do Girabola, a dois pontos do campeão Petro de Luanda, situação idêntica registada em 1988. De 1995 a 1998 o conjunto esteve sempre arredado de poder recuperar a mística, voltando a evidenciar-se em 1999 (5º lugar), 2001 (4º), 2000, 2002 e 2003 (3º lugar), este último que garantiu ao conjunto vaga nas competições continentais, pela primeira vez.

Em 2005 o infortúnio consumou-se, com a descida de divisão da equipa, 23 anos depois, tendo retornado ao Girabola em 2007, mas no final do ano seguinte foi despromovido. No seu historial consta presenças nos torneios de apuramento em 1982, 2006, 2009, 2013 e 2014.

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