Filipe Cândido sentiu na pele os efeitos de jogar sem o seu público nas bancadas. Na época passada, o técnico orientava a União de Leiria, emblema que esteve perto de aceder à Segunda Liga. A formação leiriense foi obrigada, pelo Conselho de Disciplina da FPF, a jogar os jogos dos play-off do Campeonato de Portugal à porta fechada, devido a utilização irregular de Renato Alexandre em dois jogos na época 2017/2018, diante de Águias de Moradal e Marinhense.

Em declarações ao jornal 'A Bola', Felipe Cândido explicou como a falta de público pesou na eliminatória frente ao Vilafranquense (empate a um golo nos dois jogos, derrota nas grandes penalidades), emblema que acabaria por subir aos campeonatos profissionais. Antes, a União de Leiria tinha afastado o Lusitânia de Lourosa.

"Com o Vilafranquense foi decisivo. Eles tinham um staff tão grande que parecia que quem jogava em casa eram eles. [...] Sentimos a falta do público, não tenho dúvidas disso. Parecendo que não a UD Leiria tem duas claques que animam muito. Não são muitos mas são adeptos fervorosos", recorda.

"Futebol sem adeptos é como comida sem sal. Jogar à porta fechada é miserável, quem transporta a parte emocional do jogo é o adepto. Nós jogamos para eles. Claro que eu treino para ter prazer em ver a minha equipa jogar, e um jogador também tem prazer nisso, mas o jogo perde o encanto, perde a alma", concluiu, em declarações ao desportivo 'A Bola'.

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