Mário Jardel concedeu uma extensa entrevista ao site brasileiro Globoesporte, onde recordou vários momentos da carreira, nomeadamente as passagens por FC Porto e Sporting.

Sobre os 'azuis e brancos', que representou entre 1996 e 2000, o antigo avançado brasileiro lembrou as dúvidas de que foi alvo. "As pessoas diziam: ‘O Jardel vai sair para a Europa e não vai fazer golos’. Fui artilheiro cinco anos [em Portugal]. Sou o melhor brasileiro da história do futebol português. Os brasileiros chegavam lá e diziam que iam ser artilheiros", revelou.

"Eu dizia: ‘Beleza, no final das contas a gente vê’. Eu tinha contrato de objetivo com o FC Porto. Eu chegava ao pé do presidente e dizia: ‘Quero isto aqui, mas só se for campeão e artilheiro'. Só no último ano no FC Porto que eu não fui", acrescentou.

Após uma temporada no Galatasaray, Jardel regressou ao futebol português em 2001, para representar o Sporting, onde encontrou um jovem Cristiano Ronaldo. "Voltei para o Sporting com o Cristiano Ronaldo, por dois anos, e até hoje o Sporting não ganhou mais títulos, depois de mim e do Cristiano Ronaldo”, disse.

“Ele aprendeu muito comigo. Foram dois anos. A minha média na Europa era de 55, 60 golos por ano. Aqui no Brasil a média é de 25, 30. Eu fazia o dobro. E ganhava bem menos do que ganham hoje. Mas ele aprendeu muito. Tempo de bola... Se você tiver a oportunidade de perguntar ao Cristiano Ronaldo se ele se lembra do Jardel a cabecear nos treinos, ele vai dizer que sim. Se disser que não, vai estar a mentir”, observou.

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