O antigo futebolista argentino Diego Maradona mostrou-se esta terça-feira a favor do vídeo-árbitro, numa entrevista concedida à pagina oficial da FIFA na Internet, dando como exemplo o lance da icónica 'mão de Deus' no campeonato mundial de 1986.

"Obviamente que penso nisso sempre que apoio o uso da tecnologia. Claro que o golo não seria validado se houvesse tecnologia. E digo-vos mais: no Mundial de 1990, usei a minha mão para impedir um golo da União Soviética. Tivemos sorte porque o árbitro não viu", disse, acrescentando ainda que não seria só o seu tento que teria sido anulado.

Maradona recordou que também o golo que permitiu à Inglaterra vencer o mundial de 1966 frente à Alemanha não seria validado, j+á que "a bola não atravessou a linha".

O ex-futebolista de 56 anos, para muitos considerado o melhor jogador de todos os tempos, é um defensor do uso do vídeo-árbitro, argumentando que o "futebol não pode ficar para trás" no que toca a tecnologias no desporto.

"As pessoas diziam que se iria perder muito tempo, que causaria muito incómodo. Mas não é esse o caso. As pessoas ficam chateadas quando algo que não deveria ser dado é dado, ou quando um golo é mal anulado. A tecnologia traz transparência e qualidade, e proporciona um resultado positivo a equipas que decidam atacar e correr riscos", explicou.

A Taça das Confederações, disputada no mês passado, na qual Portugal arrecadou o terceiro lugar, foi o primeiro grande torneio em que o vídeo-árbitro marcou a sua presença, provando-se vital em certos lances de fora-de-jogo, mão na bola e grandes penalidades.

Para Maradona, que assistiu à final entre a Alemanha e o Chile, esta tecnologia pode também afetar ambas as equipas em termos psicológicos.

"Há altos e baixos durante os 90 minutos de futebol. Uma equipa pode estar a controlar a partida durante 15 minutos e depois a outra toma o controlo. Se marcares um golo, ficas com mais posse de bola e o adversário tem que pressionar mais, o que torna o jogo mais dinâmico. Mas, se marcas um golo e é anulado, podes ser forçado a defender e falhar a tua hipótese. E isso não está certo", afirmou.

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