O Belenenses vai competir em 2020/21 na 1.ª divisão distrital da Associação de Futebol de Lisboa, mas o objetivo é subir à I Liga “em três ou quatro anos”, assumiu hoje o presidente do clube, Patrick Morais de Carvalho.

“Temos pela frente uma missão hercúlea, que é repor o Belenenses na I Liga. Neste momento, o Belenenses joga na 1.ª Distrital e queremos, no mais breve espaço de tempo possível - em três ou quatro anos -, estar na I Liga outra vez, porque é difícil imaginar a I Liga sem o Belenenses”, afirmou o líder do emblema do Restelo, acrescentando: “Queremos manter o nosso ecletismo, mas o futebol é a mola impulsionadora do clube”.

Em declarações à margem da assinatura de uma parceria com a cadeia de supermercados Lidl, que prevê a requalificação do complexo desportivo do estádio do Restelo e a construção de uma nova loja, o líder dos ‘azuis do Restelo’ vincou que o “sonho comanda a vida” no que toca à definição dos objetivos para a instituição que cumpriu em 2019 o seu primeiro centenário.

“O que nos compete é, todos os anos, montarmos a estrutura mais competente possível e a melhor equipa possível, com a ajuda dos sócios, que estão a levar a equipa ao colo. Acho que é possível. Com os pés no chão, temos de ser competentes em cada contexto até chegar à I Liga”, sublinhou, sem deixar de considerar este dia “histórico” para o futuro do clube.

O investimento neste projeto, segundo o diretor geral da Regional Centro do Lidl Portugal, Pedro Almeida, “é de 14 milhões de euros”. Para o líder do Belenenses, significa um marco no saneamento financeiro do clube.

“De uma assentada, o Belenenses consegue resolver uma série de problemas: garantir a sua sustentabilidade financeira, consegue pagar uma dívida de cinco milhões de euros ao antigo banco Banif, levantando as penhoras que estavam registadas no Estádio do Restelo; e fica também com a situação perante a Autoridade Tributária e a Segurança Social completamente limpa”, referiu.

Questionado sobre a atual relação com a Belenenses SAD, Patrick Morais de Carvalho assegurou que tal “não existe” desde junho de 2018.

“Os ‘belenenses’ não se reveem naquela equipa, já vendemos os 10% e não temos qualquer ligação àquela equipa. Desejamos a melhor sorte à equipa, chame-se ela B SAD ou aquilo que muito bem entender. Este ano já nos podemos encontrar em jogos dos vários campeonatos de formação, um dia destes vamos encontrar-nos no futebol de seniores e no dia em que nos encontrarmos, vamos ganhar”, rematou.

Por fim, o presidente do clube vincou a necessidade de voltar a aumentar o número de sócios, que atualmente se situa em cerca de 10 mil, para os registos de há uma quase uma década, quando o Belenenses detinha mais do triplo de associados.

“Temos hoje 10 mil sócios, mas já tivemos 33 mil. Perdemos muitos sócios quando foram desmembradas as piscinas. Isso é prioritário para o próximo mandato, com outros parceiros. Acredito que, à medida que formos escalando as diferentes barreiras, os sócios vão voltar aos números que tínhamos em 2011”, concluiu.

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