O ministério público de Madrid recorreu da decisão do juiz de instrução que na quinta-feira arquivou a denúncia por fraude fiscal contra o futebolista Xabi Alonso, alegando que se trata de uma “decisão prematura”.

O procurador José Javier Polo defende que deve averiguar se há ou não prova suficiente, em função das declarações prestadas no julgado quer pelos investigados, quer pelos peritos.

Este recurso regional junta-se ao da procuradoria-geral, que também contesta o arquivamento da investigação em relação a uma alegada fraude fiscal cometida por Xabi Alonso entre 2010 e 2012, quando o futebolista jogava no Real Madrid.

Na quinta-feira o jogador, atualmente no Bayern Munique, tinha dito que sentia que tinha sido “feita justiça” com o arquivamento e que sempre tinha cumprido com as suas obrigações fiscais.

O médio internacional espanhol foi um dos futebolistas denunciados por alegadas fraudes fiscais, juntamente com os portugueses Ricardo Carvalho e Fábio Coentrão, entre outros.

Também sob investigação estão outros dois jogadores que já jogaram em Portugal, Angel di Maria (Benfica) e Radamel Falcão (FC Porto).

O português Cristiano Ronaldo, que na segunda-feira foi eleito pela quarta vez melhor jogador do Mundo, está também a ser investigado por alegada evasão fiscal.

A 02 de dezembro, os membros do European Investigative Collaborations (EIC), que inclui o Expresso e o El Mundo, entre outros, noticiaram que Cristiano Ronaldo evadiu, supostamente, 150 milhões de euros em impostos através de uma sociedade nas Ilhas Virgens.

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