O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC) defendeu hoje que o Euro2020, agendado para junho e julho, deve ser adiado, de modo a que os diversos campeonatos que estão interrompidos, devido ao surto de Covid-19, possam terminar.

“O Europeu tem que ser adiado. A prioridade tem que ser os campeonatos. Temos que ter condições para concluir os campeonatos”, afirmou Gabriele Gravina, em entrevista ao jornal italiano Il Messaggero.

“Vamos ver que proposta o presidente [da UEFA] Aleksandr Ceferin vai apresentar. Nós [FIGC] fomos os primeiros a sugerir que o calendário internacional deveria ser reanalisado. A temporada está numa fase muito adiantada e terminar as competições de clubes, tanto campeonatos como taças, deve ser a prioridade”, reforçou o dirigente de 66 anos.

Gravina voltou a defender que a introdução de um sistema de ‘play-off’ poderá ser a solução para o final da temporada, apesar de vários clubes, tanto da Serie A como da Serie B (segundo escalão), já se terem mostrado contra.

“Se tivermos poucas datas para podermos fazer os jogos, isso poderá acontecer. Na minha opinião, acho que seria interessante e seria uma forma emocionante de terminar a época”, disse.

Quase todas as ligas, incluindo as ‘big 5’ (Inglaterra, Itália, Espanha, Alemanha e França) e a portuguesa, estão interrompidas, como forma de prevenção ao surto de Covid-19.

O novo coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 5.700 mortos em todo o mundo.

O número de infetados ultrapassou as 151 mil pessoas, com casos registados em 137 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 169 casos confirmados.

A Organização Mundial de Saúde declarou que o epicentro da pandemia provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) se deslocou da China para a Europa, onde se situa o segundo caso mais grave, o da Itália, que anunciou hoje 175 novas mortes e que regista 1.441 vítimas fatais.

O número de infetados em Itália, onde foi decretada quarentena em todas as regiões, é superior a 21 mil, cerca de 3.500 mais do que na sexta-feira e praticamente metade dos quase 43 mil casos confirmados na Europa, que regista perto de 1.800 mortos.

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