A Rússia vai fazer “todos os possíveis para não desiludir” a UEFA, os jogadores e os adeptos, disse hoje o presidente russo, Vladimir Putin, depois da perspetiva de nova suspensão do desporto internacional por quatro anos.

O país enfrenta uma possível sanção que abarca, entre vários tipos de provas, campeonatos do mundo e Jogos Olímpicos, ainda que uma fonte da Agência Mundial Antidopagem (AMA) tenha garantido, na terça-feira, que esta prova não seria afetada.

As declarações do presidente russo seguem-se a novo escândalo relacionado com doping, desta vez a manipulação de resultados no laboratório antidopagem de Moscovo antes do envio dessas informações à AMA, em janeiro de 2019.

O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, deu os parabéns à Rússia por um Mundial organizado “de forma perfeita” e destacou a capacidade de organizar “eventos de grande dimensão”.

São Petersburgo, onde decorreu a conferência de imprensa, é uma de 12 cidades que vão acolher o campeonato da Europa de 2020, em igual número de países. A Rússia também está qualificada.

Questionada pela agência Lusa, a UEFA preferiu não comentar o assunto, que levou a AMA a pedir o afastamento de quatro anos dos russos de todas as competições internacionais, com os atletas 'limpos' a poderem participar, mas sob bandeira neutra.

Já a FIFA, que tem estado em “permanente contacto” com a AMA e a associação das federações dos jogos olímpicos de verão, remeteu qualquer comentário para “uma data posterior” à reunião de 09 de janeiro, na qual o comité executivo da AMA vai votar essa recomendação do seu painel independente.

Segundo a AMA, houve verdadeiros esforços para remover centenas de testes positivos e plantar mensagens falsas implicando a testemunha chave da AMA, o diretor do laboratório de Moscovo, Grigory Rodchenkov.

Entregar os dados das análises em janeiro próximo era o gesto de boa vontade da Rússia para acabar com anos de disputas internacionais e que permitiria que os culpados de doping fossem descobertos, revelando igualmente os atletas 'limpos'.

A este propósito, o COI pediu as “sanções mais duras” contra os responsáveis pela “manipulação”.

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