O brasileiro José Margulies, empresário do ramo televisivo, foi hoje condenado num tribunal nos Estados Unidos (EUA) a uma pena de dois anos de liberdade condicional, devido à participação no escândalo de corrupção da FIFA.

Margulies, que nasceu na Argentina e se naturalizou brasileiro em 1973, esteve envolvido enquanto intermediário num esquema de troca de subornos por direitos televisivos em torneios de futebol na América do Sul.

A juíza Pamela Chen, do Tribunal Distrital do Distrito Leste de Nova Iorque, nos EUA, citada pela agência de notícias norte-americana Associated Press (AP), considerou que o executivo, que hoje tem 80 anos, participou ativamente numa "massiva conspiração global" entre 1991 e 2015, durante a qual facilitou a distribuição de cerca de 80 milhões de dólares (72 milhões de euros) em subornos a pessoas ligadas ao mundo do futebol.

"Isto é um crime grave", acusou a responsável, que, além de condenar Margulies - que é mais conhecido no Brasil por José Lázaro - a cumprir uma pena de dois anos de liberdade condicional, impôs-lhe a proibição de voltar a trabalhar nas indústrias do desporto, televisão e marketing.

O brasileiro, que trabalhava para a Traffic Sports Brasil, já devolveu às autoridades nove milhões de dólares (oito milhões de euros) que obteve ilegalmente no âmbito deste caso, depois de admitir a sua participação neste esquema global.

"Eu sabia que o que estava a fazer era errado", reconheceu Margulies, acrescentando que não pode culpar ninguém pela sua conduta errada.

Margulies é uma das 14 pessoas, todas ligadas direta, ou indiretamente, à Federação Internacional de Futebol (FIFA), que foram acusadas, em maio de 2015, pelo Ministério Público norte-americano por fraude eletrónica, extorsão e lavagem de dinheiro.

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