"A diferença entre o nível da Europa e o resto do mundo acentuou-se" no futebol, constatou o diretor de desenvolvimento da FIFA, o francês Arsène Wenger, na passada sexta-feira, durante o lançamento de um programa de desenvolvimento de talentos.

A partir deste ano, através da nova iniciativa, as 211 federações da FIFA poderão encomendar um diagnóstico realizado por especialistas, que abrangerá a área de alto rendimento a nível masculino e feminino relativo às seleções de todas as categorias e ligas nacionais, explicou o organismo internacional em comunicado.

A Europa monopoliza os títulos dos Mundiais no futebol masculino desde que o Brasil foi campeão em 2002. A nível de clubes, a última equipa não europeia a vencer o Mundial de clubes foi o Corinthians, em 2012.

As diferenças de receitas também cresceram e muito. De acordo com o ranking da consultoria especializada Deloitte, os 30 clubes mais ricos do mundo fazem parte da UEFA, a confederação europeia.

"Precisamos de mais competições de jovens para identificar talentos e poder propor aos jogadores uma carreira. Devemos também reforçar a formação dos técnicos", analisou Wenger, lendário ex-técnico do Arsenal.

O novo programa da FIFA prevê também a formação de instrutores locais, diretores técnicos e cursos para treinadores de guarda-redes, de futebol de praia e futsal.

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