Em entrevista à Fox Sports, Gonzalo Higuaín justificou a sua saída da seleção da argentina. "O meu ciclo na seleção terminou, agora estou a vê-la de fora para alegria de muitos", começou por dizer o avançado, atualmente ao serviço do Chelsea.

"Falei com o Scaloni e apresentei o meu ponto de vista. A decisão já está tomada, é o que penso e o que me vai fazer bem", admitiu Higuaín, que vestiu a camisola albiceleste pela última vez no Mundial da Rússia.

O argentino de 31 anos explicou ainda que "quando a um lhe criticam com maldade, a todos lhes doem. Eu vi a minha família sofrer muito. Mas já deixei tudo na seleção e agora há outras coisas que as pessoas podem debater. Estou tranquilo com a decisão que tomei".

Higuaín estreou-se pela seleção principal da Argentina em 2009, tendo contabilizado, desde então, 75 internacionalizações e 32 golos. De resto, nesta entrevista, rebateu as críticas de que a sua geração e ele próprio foram alvo.

“Penso que os golos nas qualificações também são importantes, mas dá-se-lhes menos valor. Fracassar não é atingir os objetivos, qualificar para Mundiais, perder três finais. Se isso é fracassar, então não sei” disse Higuaín.

De acordo com o avançado, “na Argentina, as pessoas dão destaque” aos golos falhados e não aos marcados.

“Os que me criticaram, certamente que festejaram o golo contra a Bélgica [no Mundial2014], que nos apurou para as meias-finais”, apontou.

Gonzalo Higuaín, que jogou no River Plate, Real Madrid, Nápoles, Juventus, AC Milan e, desde janeiro, no Chelsea, representou a Argentina em três edições do Campeonato do Mundo (2010, 2014 e 2018) e noutras três da Copa América (2011, 2015 e 2016).

Nesse período, a seleção argentina perdeu a final do Mundial2014, perante a Alemanha, antes de ser derrotada nas decisões da Copa América de 2015 e 2016, ambas no desempate por grandes penalidades, frente ao Chile.

*Artigo atualizado

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