O FC Seoul foi hoje multado pela Liga sul-coreana de futebol em 100 milhões de won (cerca de 74.700 euros), pela utilização de bonecas sexuais nas bancadas, em substituição dos adeptos, no jogo à porta fechada de domingo.

O comité disciplinar da Liga sul-coreana justificou a pesada multa aplicada ao FC Seoul pela gravidade do incidente, que considerou insultuoso para as mulheres e todas as famílias dos adeptos.

As bonecas foram colocadas sentadas ou de pé nos lugares dos espectadores, com máscara, e ‘assistiram’ à vitória por 1-0 do FC Seoul na receção ao Gwangju FC, para a segunda jornada da liga sul-coreana, com um golo de Han Chan-Hee, aos 67 minutos.

Na segunda-feira, o clube pediu desculpa por ter colocado as bonecas sexuais nas bancadas e lamentou ter criado uma situação desconfortável para os adeptos, após estes se terem insurgido nas redes sociais contra a iniciativa.

O FC Seoul referiu que a intenção era adicionar um elemento de diversão e incentivo sem qualquer conteúdo erótico, neste período difícil de pandemia, a exemplo do que aconteceu nos outros jogos, em que bonecos de papelão substituíram os adeptos.

As bonecas mantinham a distância de segurança adequada nas bancadas, usavam máscara de proteção e as roupas oficiais do clube e mantinham os braços levantados simulando fazer ondas ou carregando sinais de encorajamento para a equipa.

Alguns dos cartazes que as bonecas apresentavam faziam referência, em um tamanho de letra menor, a sítios na Internet com transmissão ao vivo de conteúdos de cariz sexual, o que o clube sul-coreano admitiu ter sido um erro injustificável.

A liga sul-coreana começou em 8 de maio com jogos à porta fechada e um calendário reduzido, após o seu início ter sido adiado por mais de dois meses devido ao coronavírus, cuja estabilização no país asiático permitiu retomar as competições desportivas.

Ao fim de duas jornadas, o FC Seoul segue na sexta posição, com três pontos, enquanto o Ulsan lidera, com seis, tantos como o campeão Jeonbuk Motors (3.º), do treinador português José Morais.

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