O site 'Globoesporte' avança este domingo que Neymar e a mulher que o está a acusar de uma suposta violação vão ser intimados a depor e os telemóveis de ambos vão ser alvo de perícias técnicas, na sequência não só da denúncia mas também da divulgação, por parte do brasileiro, de mensagens e imagens das conversas de carácter íntimo que teve com a referida mulher.

De acordo com a mesma fonte, o objetivo das autoridades é consultar esses mesmos vídeos e fotografias sem a edição feita pelo futebolista - ocultou nomes e algumas imagens quando lançou o vídeo nas redes sociais.

O jogador, recorde-se, publicou hoje nas redes sociais na Internet mensagens privadas trocadas com a mulher que o acusou de violação, com o objetivo de demonstrar que está a ser alvo de uma cilada. Também o pai e representante do futebolista Neymar disse no sábado que estão a tentar extorquir o seu filho.

A Polícia Civil de Teresópolis visitou na manhã deste domingo a Granja Comary, o centro de treinos da seleção brasileira, para falar com Neymar. No entanto, à chegada, as autoridades foram informadas pelo administrador da concentração e pelo chefe de segurança da CBF de que o jogador não estava presente. Neymar acabaria por chegar por volta das 12h00 locais, de helicóptero, juntamente com Arthur, Daniel Alves e Thiago Silva. Existe ainda a dúvida sobre se a polícia regressará ao local, pois a CBF não se pronunciou publicamente.

Perante este cenário, a polícia brasileira vai transferir o caso para a denominada área de 'Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que deverá abrir um inquérito na segunda-feira, no qual Neymar será investigado de acordo com o artigo 281º C do Código Penal.

O referido artigo diz o seguinte: "Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio – inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo ou outro registo audiovisual que contenha cena de violação ou de violação de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia."

Pablo Santori, delegado da DRCI, confirmou aos jornalistas essa mesma intenção: "Vamos juntar vídeos e mensagens. Inicialmente tentaremos ouvir o Neymar e levar o seu telemóvel para ver o vídeo sem edição, como foi publicado na internet".

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