Afastada a ameaça que pairava no ar até à semana passada, a Académica do Lobito, vice-campeã nacional em 1999, abriu finalmente, as oficinas do clube, tendo em vista a nova temporada 2018/2020.

No Estádio do Buraco, os jogadores disponíveis realizaram os habituais testes físicos, sob olhar atento do novo técnico Águas da Silva, que substituiu Júnior Paulino, com o objectivo de manter a equipa no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, GirabolaZap2019/2020.

Com excepção das saídas do guarda-redes Fani e do defesa Filipe, que assinaram pelo Bravos do Maquis do Moxico, e de Guelor, de regresso ao 1º de Agosto depois do empréstimo aos lobitangas, o grupo mantém-se quase todo, comparativamente à época finda.

Regressaram ao trabalho, embora em situação contratual ainda "pendente", onze jogadores da época 2018/2019, nomeadamente o guarda-redes Cleúsio, os defesas Libero, Lito, Zuzi, Soni, os médios Claúdio, Edu, Gaúcho e os avançados Tchabalala, Quinho e Cebola.

A estes, juntaram-se mais de uma dezena de atletas formados na Académica do Lobito e que, se possível, poderão integrar a equipa principal para o Girabola 2019/2020.

A expectativa é a de que até sexta-feira regressem possivelmente mais oito atletas da temporada passada. São eles: Dadá (guarda-redes), Cláudio Cruz e Sete (defesas) e os médios Jerri, Gui, Márcio Luvambo, Vadinho e Kambi.

Em declarações à Angop, o treinador Águas da Silva adiantou que a equipa arrancou a “meio-gás” os trabalhos desta fase de pré-época, já que está a ser feita a triagem dos jogadores para a definição, até segunda-feira, do respectivo plantel.

No fundo, o plantel está zerado e os jogadores estão como que livres desde o fim da época passada, uma vez que foram dispensados pelas já conhecidas dificuldades financeiras do clube.

Porém, Águas da Silva frisou estar a trabalhar-se, esta semana, nos aspectos organizativos e que, se possível, os futebolistas antigos e novos que apresentarem qualidade podem ser reintegrados.

Questionado sobre possíveis nomes para o futuro plantel, Águas da Silva sublinha apenas que todos estão a ser observados e o critério continua a ser a qualidade face às exigências da competição futebolística.

“Só depois desta semana teremos uma ideia precisa do grosso do plantel”, referiu, destacando que, em princípio, todos os jogadores da época passada terminaram contrato com a equipa, tal como acontece na formação.

Também se mostra confortado por encontrar quase 80 porcento do esqueleto da equipa passada, mas garante primazia aos jogadores novos que despontam nos escalões de formação, seguindo assim a filosofia do clube.

“Já temos o esqueleto. A próxima semana teremos o plantel para que possamos trabalhar as componentes da pré-epoca”, referiu.

Águas da Silva não tem dúvida do talento dos atletas dos escalões de formação. Daí a oportunidade que a Académica do Lobito lhes dá para que ascendam a seniores.

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