Victor Sánchez del Amo, antigo treinador do Málaga, falou publicamente pela primeira vez do seu despedimento do clube espanhol, no seguimento da publicação de um vídeo sexual íntimo.

O técnico queixa-se de injustiça e e ter sido tratado de forma indigna. "O despedimento parece-me tremendamente injusto. Chegaram a impedir-me do acesso às instalações do clube e do contacto com qualquer empregado, incluindo a minha própria equipa técnica", revelou.

Nas mesmas declarações, publicadas pelo Mundo Deportivo, Sánchez diz que ficou afetado ao receber a notícia do despedimento. "É fácil imaginar o meu estado de ânimo quando publicaram o comunicado o meu despedimento", explicou.

O Málaga terá proposto ao técnico um acordo que este não considerou digno. "Pedi que me pagassem até ao dia em que trabalhei e disse que se assim fosse me ia embora para não complicar a situação. O clube propôs-me uma solução que me faria ter de renunciar de parte do salário correspondente ao tempo que trabalhei. Isso parece-me totalmente indigno", frisou Sánchez.

O treinador de 43 anos acusou mesmo o clube de o tentar silenciar sobre esta questão. "Pretendiam, além disso, controlar o que iria dizer publicamente sobre o tema. Não deixou que controlem a minha liberdade de expressão! É evidente que as coisas não ficaram bem com a direção do clube depois de tudo o que se passou", concluiu.

Palavras de agradecimento para os jogadores

Sánchez fez questão, ainda assim, de agradecer todo o apoio que tem vindo a receber, elogiando a restante equipa técnica com quem trabalhou, bem como os seus ex-jogadores . "Tenho de agradecer à Polícia Nacional, o seu trabalho e ajuda, estão a ser impressionantes. Nem sabem como pode ser reconfortante saber que quando se sofre um delito deste género podemos contra com ajuda", referiu.

Critica às redes sociais e à sociedade

O técnico explicou também em que pé está a investigação. "Há duas partes neste delito. Uma são estes bandos mafiosos e outra são as pessoas que fazem a distribuição, que encontram colaboradores voluntários ou involuntários na difusão. Não sei se são 900 os perfis que estão a ser investigados, pessoas que supostamente divulgaram aquele vídeo sem o meu consentimento. Em que estão a converter-se as redes sociais? O desconhecimento da lei não nos iliba da responsabilidade pelos nossos atos. Temos de refletir. Em que estamos a transformar a nossa sociedade? São 900 pessoas mas podem ser muitas mais as que de forma voluntária ou involuntária estão a ser cúmplices."

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