Na antecâmara do clássico entre Barcelona e Real Madrid, agendado para domingo, o jornal 'Mundo Deportivo' recordou um dos capítulos mais conturbados deste histórico duelo. Há 18 anos, mais precisamente a 21 de outubro de 2000, Luís Figo regressou a Camp Nou com a camisola dos 'merengues' depois de vários anos ao serviço do emblema catalão.

O ex-internacional português, recorde-se, foi um dos primeiros jogadores estrangeiros a envergar a braçadeira de capitão do Barcelona e deixou o universo catalão em choque quando, no final da época 1999/2000, trocou a camisola 'blaugrana' pela dos rivais de Madrid.

Contratado pelo Real Madrid por 60 milhões de euros, Luís Figo foi arma eleitoral de Florentino Pérez nas eleições presidenciais do clube 'merengue', aceitou as óbvias melhorias salariais no clube rival, mas não se livrou de uma receção hostil a 21 de outubro de 2000. O Mundo Deportivo chamou-lhe "a bronca do século" e percebe-se porquê.

Figo foi recebido em Camp Nou com tarjas, ameaças, insultos e a maior assobiadela ouvida no estádio do Barcelona sempre que o jogador tinha a bola nos pés. Para além das tarjas de 'pesetero', 'Judas' ou 'traidor', o português ainda viu uma cabeça de porco ser lançada a seus pés.

Dentro das quatro linhas, a pressão também foi intensa. Carles Puyol fez marcação cerrada a Luís Figo, não lhe dando um segundo de descanso. O resultado final - vitória do Barcelona por 2-0, com golos de Luis Enrique e de Simão Sabrosa - acabou por ser o menos importante, a avaliar pelo contexto em que o ex-internacional português foi recebido na antiga 'casa'.

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