Diego Simeone continua muito fiel às suas ideias e não concorda com os que afirmam que o Atlético Madrid teve sorte na forma como afastou o Liverpool da Liga dos Campeões. Numa conversa que teve nas plataformas digitais da Federação Argentina de Futebol, 'El Cholo' explicou como afastou os campeões europeus na sua casa, nos oitavos de final da prova.

"O futebol é como o boxe : deves saber quando é o momento certo para atacar. No Atlético Madrid, sabemos quais são as nossas virtudes como equipa. O exemplo foi quando jogámos contra o Liverpool, uma tremenda equipa, mas que sabíamos como feri-los. Quando dizem que tivemos sorte... eu vejo uma equipa que estava a perder por 2-0 e fez três golos. E isso não é sorte", começou por explicar.

"Contra o Liverpool sabíamos que não podíamos contar com Morata a 100 por cento e que podia ter uma recaída [se jogasse de início]. Perdíamos por 1-0 e a tensão estava a aumentar no banco. E eu pensava: 'como coloco o Morata? Há prolongamento e se volta a lesionar-se, mato-me. Vou aguentar até ao final'. E correu tudo bem: lesionou-se mas marcou", recorda, na conversa com a AFA.

Sobre as duas finais de 'Champions' perdidas, Simeone garante que a derrota em Lisboa frente ao rival Real Madrid "não foi um fracasso", já que o Atlético Madrid tinha acabado de vencer a Liga Espanhola, numa "época extraordinária" mas o Real Madrid  foi melhor nos 90 minutos. A segunda, em Milão, nem por isso. A derrota nas grandes penalidades ficou-lhe na garganta.

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