O FC Porto perdeu na Alemanha pela 11.ª vez em 18 jogos. Os 'dragões' foram batidos pelo Bayer Leverkusen por 2-1, na 1.ª mão dos 16 avos de final da Liga Europa. Alario e Havertz fizeram os golos dos 'farmacêuticos', Luis Diaz descontou para os azuis-e-brancos. Apesar da derrota, a eliminatória está em aberto, pelo que a equipa de Sérgio Conceição poderá inverter o resultado na próxima 5.ª feira, no Dragão, na segunda-mão.

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Alemanha, terra de muitas derrotas mas algumas vitórias saborosas

Para encontrar a última vitória do FC Porto na Alemanha frente a emblemas germânicos era preciso recuar até 01 de novembro de 2006, quando os 'dragões' baterem o Hamburgo por 3-1, na fase de grupos da Liga dos Campeões. De resto, nos 18 jogos em solo germânico para as provas da UEFA, o FC Porto tinha averbado dez derrotas e conseguido três derrotas, além de cinco empates.

Privado de Pepe, lesionado, e Otávio, castigado, Conceição operou duas mexidas no onze, com as entradas de Manafá para a direita, subindo Corona no corredor. Zé Luís deu o seu lugar a Soares. Danilo, recuperado, ficou no banco.

Frente ao 5.º colocado da Bundesliga, o FC Porto sabia que a sua tarefa seria complicada. Era preciso não deixar o jogo ser intenso, onde os 'farmacêuticos' estariam na sua zona de conforto. Conceição preparou a equipa para travar as investidas dos alemães pelos corredores, onde são fortes, mas também retirando profundidade à equipa.

Se do plano defensivo, até estava a funcionar, ofensivamente nem por isso. O primeiro e único remate com perigo do FC Porto no primeiro tempo surgiu aos 43 minutos por Uribe, de fora da área, a obrigar o guarda-redes Hradecky a defender com os punhos para fora.

Antes disso o Bayer Leverkusen tinha chegado à vantagem aos 29 minutos por Lucas Alario. O avançado argentino apareceu ao segundo poste a desviar um tento de Lars Bender para o fundo das redes. O golo podia ter chegado aos 17 minutos, quando Havertz rematou à barra e Demirbay, na recarga, viu Alex Telles evitar o tento com um corte fantástico.

Ao intervalo, os 73 por cento de posse de bola do Bayer Leverkusen dizia muito do domínio dos 'farmacêuticos'.

Após o intervalo o FC Porto pareceu entrar melhor, a tentar inverter o rumo dos acontecimentos mas a equipa acabou por ser 'vítima' de um erro colossal de Manafá. Difícil perceber a ação do lateral que não atacou a bola na luta com Voland, deixou o alemão receber e entrar na área e só fazer falta já em zona proibida, quando podia ter travado o avançado fora da área. Na transformação, Lucas Kai Havertz rematou fraco, Marchesín defendeu mas o árbitro esloveno Slavko Vincic mandou repetir o remate, entendendo que o argentino avançou antes do tempo. No segundo remate, Havertz rematou forte e fez o 2-0, aos 57 minutos.

Golo de Luis Diaz dá esperanças

Era hora de Conceição intervir porque o FC Porto corria perigo de afundar no BayArena. Tirou o desinspirado Manafá para meter Nakajima, recuou Corona para lateral, aos 61 e trocou Soares por Zé Luís aos 63 minutos. Do outro lado, Peter Bosz trocou Aranguiz por Julian Baumgartlinger, reforçando o meio-campo, aos 72.

Foi um mau timing já que de seguida o FC Porto reduziu por Luis Diaz, aos 74: livre de Alex Telles, Zé Luís obrigou Hradecky a fazer uma grande defesa mas a bola sobrou para Luis Diaz que encostou para golo.

Sérgio Conceição, entendendo que o FC Porto tinha de fazer uma pressão mais efetiva, tirou Luis Diaz e lançou Danilo em campo, para ficar com três médios e mais capacidade para pressionar o Bayer Leverkusen, tentando ganhar a bola em zonas subidas. Já Bosz lançou o rapidíssimo Bailey no posto de Alario, exatamente para tirar partido do espaço na defensiva contrária.

Nos últimos minutos o jogo entrou numa fase de muita luta, com o FC Porto a fazer tudo para chegar ao empate e o Leverkusen a tentar segurar a magra vantagem. Aos 90 minutos, quase que chegava o empate mas o cabeceamento de Uribe, após centro de Corona, saiu ao lado.

O FC Porto tem a possibilidade de virar o resultado na próxima quinta-feira, no Dragão, no jogo da segunda-mão. Mas será preciso uma exibição melhor para travar os homens de Peter Bosz.

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