O técnico português Paulo Sousa, que abandonou hoje o comando do Bordéus, assumiu que falhou os “sonhos e objetivos” propostos e classificou o clube como um “gigante adormecido” do futebol francês.

“A nossa aventura em Bordéus termina hoje. Os nossos sonhos e objetivos não se realizaram, mas vamos manter para sempre este clube e esta cidade nos nossos corações. Um dos nossos maiores esforços criar uma cultura de vitória, não só na equipa, mas em todo o clube e nos seus adeptos”, escreveu Paulo Sousa na sua página oficial na rede social Facebook.

O antigo médio destacou a “grande disponibilidade, coragem, empenho, união e fidelidade” dos seus jogadores, naquela que foi a sua primeira experiência no futebol gaulês.

“Desde o meu primeiro dia ao serviço do Bordéus, disse com convicção que o mais importante, que a alma do clube, são os adeptos. Hoje, na minha despedida, deixo este recado: continuem a lutar por este gigante adormecido”, concluiu.

Paulo Sousa rescindiu hoje o seu contrato com o Bordéus, 12.º classificado da Liga francesa quando foi a competição foi cancelada devido à pandemia de covid-19, confirmou à Lusa a assessoria do treinador.

O técnico, de 49 anos, deixou o clube ao qual chegou em março de 2019, devido ao incumprimento com o projeto desportivo proposto, explicou a mesma fonte, acrescentando que o português já tinha assumido a vontade de rescindir o contrato que o ligava ao clube até 30 de junho de 2022.

O antigo médio de Benfica, Sporting, Juventus, Borussia Dortmund, Inter Milão, Parma, Panathinaikos e Espanyol estreou-se como treinador nas seleções jovens portuguesas, seguindo-se passagens por Queens Park Rangers, Swansea, Leicester, Videoton, Maccabi Telavive, Basileia, Fiorentina e Tianjin Quanjian.

No seu historial como treinador, Paulo Sousa sagrou-se campeão na Suíça (2014/15) e em Israel (2013/14), tendo ainda conquistado uma Taça de Israel (2013/14), uma Taça da Liga húngara (2011/12) e duas Supertaças da Hungria (2011/12 e 2012/13).

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