O central José María Giménez fez hoje o que Cavani e Suárez não conseguiram e deu ao Uruguai um importante triunfo por 1-0 sobre o Egito, em encontro do Grupo A do Mundial de futebol de 2018.

Aos 89 minutos, quando o ‘nulo’ parecia inevitável, Giménez deu a melhor sequência, de cabeça, a um livre apontado na direita por Carlos Sánchez e permitiu aos sul-americanos juntar-se à Rússia nos lugares de apuramento para os ‘oitavos’.

Os comandados de Óscar Tabárez não foram avassaladores, e até jogaram sempre a um ritmo lento, mas, antes do golo, tiveram uma série de ocasiões flagrantes, desperdiçadas por Suárez, aos 24, 46 e 73 minutos, e Cavani, aos 83 e 88.

Os uruguaios, que não venciam um jogo de estreia desde 1970 (2-0 a Israel), deram, assim, um passo que pode ser determinante rumo à fase seguinte, face a um Egito que resistiu até onde pôde, com o guarda-redes Elshenawy em destaque, mas não conseguiu disfarçar, no ataque, a ausência de Salah.

O encontro começou muito ‘morno’ e equilibrado e assim se manteve até ao intervalo, com os uruguaios, sem Maxi Pereira e Coates, mais rematadores e mais tempo com a bola, mas com muitas dificuldades em ameaçar a baliza contrária.

Suárez teve a melhor ocasião, aos 24 minutos, quando ficou sozinho, após um canto, mas atirou às malhas finais, sendo que Cavani (23) e Vecino (29) também tentaram, tal como, do outro lado, Trezeguet (11) e Marwan (26), sempre sem perigo.

A segunda parte abriu com nova oportunidade perdida por Suárez, isolado por Cavani, cena que se repetiu aos 73 minutos, novamente com Elshenawy a levar a melhor, primeiro a defender com o joelho e depois a roubar a bola dos pés do avançado do FC Barcelona.

O Egito ia conseguindo também chegar-se à área contrária, mas falhava quase sempre no último passe, ‘clamando’ pelo suplente Salah, para, na parte final, o Uruguai ‘forçar’.

Cavani teve duas ‘enormes’ ocasiões para inaugurar o marcador, mas o guarda-redes Egito fez uma defesa ‘gigante’, aos 83 minutos, e, aos 88, fez a bola esbarrar no poste esquerdo, com o guarda-redes desta vez batido, na marcação de um livre direto.

A insistência dos uruguaios acabou por dar frutos aos 89 minutos, com Giménez a subir mais alto e a cabecear vitoriosamente, fora do alcance de Elshenawy, depois de um livre na direita marcado por Carlos Sánchez.

Na parte final, o Egito ainda tentou incomodar Muslera, já em desespero, mas a defensiva uruguaia, superiormente comandada por Godín, segurou sem dificuldades o triunfo.

*Artigo atualizado às 15h37

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