André Gomes regressou aos relvados depois de, em novembro, ter sofrido uma grave fratura no tornozelo direito. Em entrevista ao jornal inglês 'Daily Mirror', o médio português admite que não consegue apagar o momento da lesão.

"Vou ser honesto: o que aconteceu foi muito doloroso. Lembro-me de estar aos gritos, levantar o joelho e não conseguir ver o meu pé. Sabia que algo estava a apontar na direção errada. E enquanto gritava apercebia-me do que tinha acontecido porque via as pessoas na bancada a olhar para mim, com as mãos na cara, horrorizadas, e a proteger as crianças daquela imagem", recorda.

"Apercebi-me logo de que algo estava mal porque a dor era muito forte. O problema é que tive duas lesões diferentes: os ligamentos e a fratura do osso. Nunca tentei ver as imagens", admitiu.

"O meu irmão foi comigo para o hospital. Ele tinha trazido a minha sobrinha ao estádio pela primeira vez e aquilo aconteceu mesmo em frente ao sítio onde eles estavam. O meu irmão quis descer da bancada para o campo mas os seguranças não deixaram. Foi muito complicado para todos...", acrescentou.

O internacional português destacou ainda a rápida intervenção do médico do Everton. "Foi muito rápido. Eu sabia que ele queria pôr o tornozelo no sítio e recusei o oxigénio porque com aquela adrenalina toda eu estava zangado, muito zangado. Estava a sentir tudo. Queria certificar-me de que ele estava a fazer tudo bem e na realidade ele foi incrível. Colocou o tornozelo no sítio. Colocou-o no sítio duas vezes, com uma rotação. E sim, doeu muito", revelou.

O processo de recuperação levou cerca de três meses: "Acordava às 7, começava a trabalhar às 8, durante umas três horas, e depois ainda tinha mais três horas de ginásio. Fazia ainda duas horas na piscina, depois descansava. Podia fazer ainda mais uma hora de bicicleta. Ao final do dia jantava, dormia e no dia seguinte repetia tudo. Fiz isto durante dois meses e valeu a pena."

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