O Burnley admitiu hoje que perderá uma verba na ordem dos 50 milhões de libras (cerca de 57 milhões de euros), caso a Liga inglesa de futebol não seja retomada, devido à pandemia da COVID-19.

Em comunicado, o clube do meio da tabela no campeonato inglês (10.º) explica que perderá cinco milhões de libras (cerca de 5,7 milhões de euros) nas receitas dos jogos que ainda teria em casa, e 45 milhões (51,1) dos direitos televisivos.

O Burnley diz ainda que é de admitir que outros clubes da ‘Premier League’ enfrentem perdas na ordem dos 100 milhões de libras (cerca de 114 milhões de euros) devido à crise sanitária que parou quase todas as competições desportivas mundiais.

“É uma situação completamente sem precedentes aquela que enfrentamos e que não poderíamos prever há algumas semanas”, sublinhou o presidente Mike Garlick, acrescentando que não é um problema apenas do Burnley, mas de “todo o ecossistema do futebol” e de outras atividades que dele se alimentam.

Na sexta-feira, a Liga inglesa adiou o recomeço para uma altura em que seja apenas “seguro e apropriado” fazê-lo, devido à pandemia da COVID-19, descartando a possibilidade de o regresso da competição acontecer no início de maio.

“Ficou definido que a Premier League não recomeçará no início de maio – e que a época de 2019/20 só regressará quando for seguro e apropriado fazê-lo”, referiu o organismo, em comunicado, após uma reunião com os clubes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 57 mil. Dos casos de infeção, mais de 205 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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