Depois de a polícia das West Midlands ter anunciado a detenção de um rapaz de 12 anos responsável pelas mensagens racistas enviadas a Wilfried Zaha antes do jogo do último fim de semana com o Aston Villa, o avançado internacional costa-marfinense congratulou-se pela rápida ação das forças policiais. Mas acrescentou que é preciso fazer mais na luta contra o racismo.

"As pessoas precisam de perceber que, qualquer que seja a sua idade, os seus comportamentos e as suas palavras têm consequências e que não se podem esconder atrás das redes sociais", escreveu o avançado na sua conta oficial no Twitter.

"É importante que as plataformas sociais façam como fizeram ontem, procurem estes indivíduos e eliminem as suas contas. Esta não foi a primeira vez que recebi mensagens do género, nem sou o único jogador a tê-las recebido. Acontece regularmente. Não chega mostrar desagrado com as mensagens que recebi e seguir em frente. Não chega dizer #notoracism [não ao racismo]. São necessárias ações e educar as pessoas para que as coisas mudem", acrescentou.

Também David McGoldrick, jogador do Sheffield United que marcou por duas vezes no triunfo do fim-de-semana, por 3-0, sobre o Chelsea foi alvo de insultos racistas na sua página no Instagram, com o clube a publicar uma imagem desses insultos e a questionar: "2020 e ainda é assim. Damos todo o nosso apoio a David McGoldrick e vamos fazer todos os possíveis para descobrir o responsável por estas inaceitáveis mensagens. Vamos trabalhar com as autoridades de forma a garantir que a pessoa responsável é levada à justiça. Isto não pode continuar. Algo tem de mudar", sublinhou o Sheffield United em comunicado.

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