"Sou candidato, neste momento, a lutar pela zona de promoção (seis primeiros lugares) até ao final e se chegarmos aos play-off somos um forte candidato à subida", disse à Agência Lusa Paulo Sousa.

Ainda de acordo com Paulo Sousa, que contabiliza 10 jogos consecutivos sem perder no segundo escalão de Inglaterra, o Swansea "pratica um futebol diferente que na zona de ‘play-off’ pode fazer a diferença".

Os dois primeiros classificados da Championship ascendem directamente à Premier League e os quatros seguintes, do 3.º ao 6.º classificado, disputam entre si um “play-off” para uma terceira vaga.

O objectivo do Swansea, com um orçamento vinte vezes inferior a alguns dos candidatos, entre os quais o Newcastle, passa por "consolidar a estrutura competitivas do clube" e "construir bases sólidas".

O treinador português, que foi acusado de ter exagerado na meta traçada no início da época, quando visou um lugar entre os 10 primeiros, reconhece que o Swansea "é a equipa que melhor futebol pratica na prova".

Paulo Sousa, que traçou um balanço positivo da experiência desenvolvida no País de Gales, referiu que teve oportunidade de trabalhar em Portugal "mas as condições não foram as melhores na altura".

"Optei por investir alguns anos para poder treinar em Inglaterra e quando surgirem as oportunidades (de poder vir para uma equipa portuguesa), reflectirei e tomarei a minha decisão", disse.

O treinador acompanha com atenção o campeonato português e o ombro a ombro na liderança da prova entre o Benfica e o emergente Sporting de Braga, com o FC Porto e Sporting em segundo plano, não o surpreende.

Para Paulo Sousa, o desempenho do Sporting de Braga confirma o que o clube tem vindo a desenvolver nos últimos anos, período em que apresenta um crescimento sólido e sustentado, assente em muito trabalho.

O Benfica, com um excelente plantel, está a conseguir esta época concretizar o que já vem tentando ao longo dos últimos anos e o FC Porto está a passar por um processo de renovação que retira algum rendimento.

"Saíram jogadores importantes, entraram outros que ainda estão em fase de habituação e quando assim é, tal como noutras épocas, o FC Porto sente sempre alguma dificuldade em estabilizar o seu jogo", disse.

O ex-internacional luso confessou ainda alguma "angústia e tristeza" quando deixou a carreira de futebolista, ao mais alto nível, para abraçar a de treinador, tendo sido um momento "muito difícil".

Da sua carreira constam dois títulos europeus consecutivos, pela Juventus e Borussia Dortmund, em 1996 e 1997, e passagens pelo Benfica, Sporting, Inter de Milão, Parma, Panathinaikos e Espanyol.

Paulo Sousa, parceiro de Luis Figo e Rui Costa no miolo da selecção nacional, onde somou 51 internacionalizações, participou ainda nos Campeonatos da Europa de 1996 e 2000 e no Mundial de 2002.

Sousa disse também acreditar num bom desempenho da selecção portuguesa no Mundial da África do Sul, apesar das dificuldades na fase de qualificação, superadas pelo espírito forte e qualidade dos jogadores e equipa técnica.

"Num grupo que não é fácil (dado que inclui o Brasil) é fundamental entrar bem no primeiro jogo (com a Costa do Marfim)", defendeu Paulo Sousa, apelando ao melhor nível individual e colectivo de todos os envolvidos.

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