O Sporting teve uma época futebolística desastrosa, pois ficou cedo arredado do título, teve quatro treinadores e nem sequer conseguiu segurar o terceiro lugar da I Liga, que ocupava há sete jornadas, na última ronda.

Uma derrota com o eterno rival no último jogo - o Sporting perdeu os quatro jogos com Benfica e FC Porto no campeonato - valeu a perda do último lugar do pódio, que ocupava, isolado, desde a 27.ª jornada, mas as coisas começaram tortas e nunca mais se endireitaram, com o despedimento do holandês Marcel Keizer à quarta jornada, após derrota caseira frente ao Rio Ave.

A saída de Keizer e a entrada de Leonel Pontes, técnico da equipa de ‘sub-23', não teve qualquer efeito na equipa, que empatou no Bessa a um golo e perdeu em casa com o Famalicão por 2-1, ficando, logo à sexta jornada, em sétimo lugar, a sete pontos dos rivais Benfica e FC Porto, segundo e terceiro, e a oito do líder Famalicão.

A Leonel Pontes seguiu-se Jorge Silas, mas o ‘consulado' do novo treinador seria interrompido em 03 de março, após a derrota do Sporting em Famalicão por 3-1, à 23.ª ronda, que deixou a equipa em quarto lugar, a 20 pontos do FC Porto, que liderava, e a 19 do Benfica, que era segundo.

O ‘fosso' para os rivais já era irrecuperável ao final da primeira volta, à 17.ª jornada, quando a equipa perdeu em Alvalade com o Benfica, por 2-0, seguindo em quarto lugar, a 19 pontos dos ‘encarnados’, que então lideravam, e a 12 do FC Porto, que era segundo.

Duas jornadas antes, em 05 de janeiro, o Sporting também caíra aos pés do FC Porto, em casa, por 2-1, mais duas derrotas perante os rivais diretos que contribuíram para a pior série de 15 jogos sem vencer (nove derrotas e seis empates) frente aos rivais diretos para o campeonato, registando-se a última vitória dos ‘leões' em 28 de agosto de 2016, em Alvalade, frente ao FC Porto (2-1).

Com a época arruinada, afastado do título, da Taça de Portugal, pelo Alverca, do terceiro escalão, da Liga Europa, eliminado nos oitavos de final pelos turcos do Basaksehir, foi contratado Rúben Amorim, no início de março, ao Sporting de Braga, mas a pandemia da covid-19 obrigou à paragem da maioria das Ligas europeias, entre elas a portuguesa, que só regressou quase três meses depois.

Sem adeptos nas bancadas, sem contestação das claques, sem a pressão dos resultados, Rúben Amorim teve o ambiente propício para a apostar em jovens jogadores da formação como Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Matheus Nunes e Jovane Cabral ou como o equatoriano Gonzalo Plata, e começar a preparar a próxima época.

Se Bruno Fernandes foi a grande figura, o ‘patrão' da equipa, e o seu capitão, até ser negociado no final do mês de janeiro para o Manchester United, no período pós-pandemia, já com Rúben Amorim ao ‘leme', quem mais se destacou foi o jovem Jovane Cabral, cujo potencial já era reconhecido, mas que ainda não tinha tido ‘palco' e continuidade para o mostrar.

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