O Benfica recebeu e venceu o Boavista por 3-1 em partida da 30.ª jornada da I Liga portuguesa, regressando assim aos triunfos no Estádio da Luz, seis jogos depois, e vencendo o primeiro jogo da era 'pós-Bruno Lage'. Três golos ainda na primeira parte ditaram o triunfo, mas um golo dos visitantes a meio do segundo tempo ainda 'assustou' as 'águias'.

No seu primeiro jogo como treinador interino do Benfica, depois da saída de Bruno Lage, o até aqui adjunto Nélson Veríssimo apostou em algumas novidades em comparação com o 'onze' que havia entrado em campo na passada segunda-feira, ante o Marítimo. Rúben Dias, que tinha falhado a deslocação à madeira por castigo, regressou como esperado ao centro da defesa, mas para fazer dupla com Jardel e não com Ferro, enquanto no meio-campo Samaris cedeu o lugar a Gabriel e na frente de ataque Seferovic foi titular em detrimento de Carlos Vinícius.

Os primeiros minutos, contudo, não pareciam mostrar grandes melhorias em relação aos últimos jogos, com o Boavista a entrar mais pressionante e a acercar-se da área 'encarnada' nos instantes iniciais. Tudo iria mudar, porém, com um lance algo inusitado.

Helton Leite 'mete' água e André Almeida aproveita

Estavam decorridos 13 minutos de jogo e o Benfica praticamente ainda não tinha chegado junto da grande área do Boavista quando Gabriel viu André Almeida a desmarcar-se na direita. O passe do brasileiro foi bom, mas Helton Leite, contudo, parecia ter tudo para chegar primeiro à bola. E chegou. Mas não a conseguiu agarrar, chocou com o lateral direito das 'águias', que ficou com o esférico à sua mercê para, de ângulo já apertado, abrir o ativo.

O golo libertou os 'encarnados' e pareceu ser o tónico de que estes precisavam, depois da série de resultados negativos que atravessavam, com duas derrotas nos últimos dois jogos e apenas dois triunfos nos últimos 13. Helton Leite redimiu-se por duas vezes do erro do golo e, com duas excelentes intervenções, adiou o segundo das 'águias', em ambas negando o golo a Seferovic, primeiro num remate cruzado e tenso do suíço e, depois, quando este surgiu isolado e tentou um chapéu com um toque subtil.

Pelo meio, Chiquinho e Weigl também ameaçaram com remates de fora da área.

Mais dois golos a fechar a primeira parte

Adivinhava-se, pois, o segundo golo do Benfica, que surgiu aos 31 minutos. Mais um passe para as costas da defesa do Boavista, uma vez mais a sair dos pés de Gabriel, desta feita a solicitar Pizzi que, com um cabeceamento certeiro, com pouco ângulo, bateu Helton Leite pela segunda vez.

Os visitantes tentaram responder e até chegaram a colocar a bola no fundo das redes, mas Dulanto estava em posição irregular e o árbitro auxiliar levantou de pronto a 'bandeirola', não sendo sequer necessário recorrer ao VAR. E, no minuto seguinte, seria o Benfica a marcar.

Gabriel, regressado à titularidade neste primeiro jogo sob as ordens de Nelson Verissimo, fechou uma primeira parte de grande nível com um golo. Remate à entrada da área, a bola sofreu ainda um pequeno desvio em Ricardo Costa e traiu Helton Leite, que não conseguiu evitar o 3-0.

O Benfica saía, assim, com uma vantagem confortável para o intervalo e com meio caminho andado para colocar fim à série de cinco jogos consecutivos sem ganhar em casa.

'Águias' continuam a mandar no arranque do segundo tempo

Quem esperava algum tipo de reação por parte do Boavista no início da segunda parte, viu as expectativas defraudadas. Os 'axadrezados' acusaram em demasia os golos que foram sofrendo na etapa inicial e pareciam dar mostras de baixar os braços. Mesmo sem um ritmo de jogo muito acentuado, era o Benfica que continuava a mandar nas operações e a criar algumas ocasiões de golo, tal como sucedeu sempre desde que André Almeida abriu o ativo.

Nuno Tavares encontrava muito espaço na esquerda e chegava muitas vezes à linha de fundo para cruzar, Pizzi também se via com demasiada liberdade e quase bisou aos 52 minutos, e Seferovic teimava em não conseguir levar a melhor no seu duelo particular com Helton Leite, vendo o guardião brasileiro negar-lhe o golo mais uma vez, à passagem do minuto 58.

'Golaço' de Dulanto lança reação 'axadrezada'

Contra a corrente de jogo, porém, o Boavista iria reduzir a desvantagem. Livre batido para a grande área do Benfica e Dulanto, com um espetacular remate de primeira, não deu hipóteses de defesa a Vlachodimos. O golo motivou os visitantes, que voltaram a visar a baliza contrária pouco depois. Desta feita, contudo, de o guarda-redes do Benfica esteve à altura do remate de Yusupha.

O Benfica tremia e Nelson Veríssimo mexeu na equipa, lançando Rafa e . Mas foi o Boavista a voltar a ameaçar, num remate de pé esquerdo de Sauer, defendido com algumas dificuldades por Vlachodimos.

'Axadrezados' esmorecem e Benfica volta mesmo aos triunfos

Aos poucos, porém, o ímpeto que o golo deu ao Boavista foi-se perdendo, também por culpa das mexidas introduzidas por Nelson Veríssimo. Um dos homens que saltou do banco, Vinícius, chegou mesmo a introduzir a bola no fundo das redes e o Benfica festejou, por momentos, o quarto golo, que seria o da tranquilidade definitiva, mas o brasileiro estava em posição irregular na altura do cruzamento de Nuno Tavares e o VAR deu ordem ao árbitro da partida, Fábio Veríssimo, para anular o golo.

Um golo que, contudo, acabou por não fazer falta aos da casa, com o Boavista a não mais conseguir criar perigo. O Benfica regressou mesmo às vitórias, depois de duas derrotas consecutivas na I Liga, somando o seu segundo triunfo em nove jogos, o primeiro em casa em seis partidas. O conjunto da Luz coloca-se assim, momentaneamente, a três pontos do líder FC Porto, ficando à espera para ver o que os 'dragões' fazem este domingo, na receção ao Belenenses SAD. Já o Boavista segue no 10.º lugar, com 38 pontos, tendo a manutenção no escalão principal matematicamente quase garantida.

O resumo

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