Quatro pessoas foram constituídas arguidas na sequência das buscas feitas pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária esta terça-feira no Estádio da Luz, avança o Correio da Manhã.

O Jornal de Notícias escreve na edição impressa desta quarta-feira que o Ministério Público e a Polícia Judiciária fizeram novas buscas no Benfica, durante a tarde de terça-feira, por suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Segundo o JN, o investigadores querem perceber se os valores faturados ao Benfica por parte de várias empresas eram mesmo provenientes de prestações de serviços ou se foram apenas uma forma de desviar dinheiro dos cofres encarnados.

A Procuradoria-Geral da República confirmou à referida publicação as buscas, referindo que no inquérito "investigam-se factos suscetíveis de integrar a prática de crimes de branqueamento de capitais, tendo como ilícito precedente o crime de fraude fiscal".

Na origem destas buscas estará uma denuncia anónima feita há cerca de um ano e que neste momento está a ser investigada pela secção especializada em crimes fiscais e branqueamento de capitais da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.

Fonte do Benfica explicou ao jornal Record que, neste processo, "estão em causa duas empresas", mas não o clube da Luz, sendo que esta quarta-feira será emitido um comunicado sobre o assunto.

O diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, já reagiu a esta notícia através de uma publicação nas redes sociais.

"Faz hoje um ano que iniciamos uma luta gigantesca contra uma sucessão de trafulhices no futebol. O caminho vai a meio mas hoje ninguém tem dúvidas que foi o ponto de partida para que os jogos voltem a decidir-se apenas no campo. As notícias do dia só confirmam a nossa razão", escreveu no Twitter.

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