Benfica e FC Porto venceram Rio Ave e Sporting Braga por 5-1 e 3-1, respetivamente, na 21ª jornada da Liga de futebol, mas os resultados não traduzem as dificuldades que sentiram para se manterem firmes na rota do título.

O Benfica deu meia parte de avanço ao Rio Ave, que vinha de um pesado desaire em Portimão (4-1), e que soube neutralizar o ataque encarnado e ao mesmo tempo efetuar sucessivas transições ofensivas, quase sempre pelos pés de Francisco Geraldes, que resultaram no golo de Guedes, logo aos nove minutos, e em várias situações de apuro para a baliza de Bruno Varela.

 

Ao intervalo, o empate e a pálida exibição dos ‘encarnados’ no Restelo, na jornada anterior, que acabou com um empate frente ao Belenenses (1-1), pairou na Luz, mas a verdade é que a segunda parte revelou um Benfica transfigurado que não só deu a volta ao marcador, através de Jardel (48) e Pizzi (63), como ainda ‘faturou’ por mais três vezes, graças a Jonas (71), Rúben Dias (83) e Raúl Jiménez (86).

Ao contrário do que sucedeu na deslocação ao Restelo, em que João Carvalho surgiu no lugar deixado vago por Krovinovic, Rui Vitória optou, desta feita, por lançar Zivkovic, naquela que foi a única alteração operada pelo técnico relativamente à última ronda.

Com esta vitória, o Benfica igualou, com vantagem na diferença de golos, o Sporting no primeiro lugar, com 50 pontos, e ficou a dois pontos da liderança ocupada FC Porto, após o triunfo sobre o Sporting de Braga.

De ressalvar, porém, que o Sporting joga hoje na Amoreira, frente ao Estoril Praia, e em caso de vitória retoma a liderança com 53 pontos, mais um do que a equipa portista.

Tal como o Benfica, a vitória portista por 3-1 acabou também por mascarar as dificuldades que o Sporting de Braga colocou ao FC Porto no Dragão, apesar do golo de Sérgio Oliveira, que abriu o marcador logo aos 13 minutos.

 

A reação dos minhotos não se fez esperar e a igualdade também não, aos 31 minutos, pelo central Raúl Silva, na sequência de um pontapé de canto, mas o FC Porto ainda conseguiu retomar a vantagem antes do intervalo, em outro lance de bola parada, desta vez pelo central mexicano Diego Reyes.

Na segunda parte, o jogo ficou repartido, o Sporting de Braga dispôs de uma oportunidade flagrante para fazer o 2-2, mas José Sá evitou com uma defesa portentosa, antes do avançado camaronês Vincent Aboubakar ‘assinar’ o terceiro golo que praticamente definiu o destino da partida, embora os minhotos nunca tivessem atirado a ‘toalha ao chão’ como o demonstra o ‘pressing’ final que exerceram sobre a defesa portista.