O presidente do Marítimo, Carlos Pereira, considera as ações judiciais do clube madeirense, a reclamarem uma dívida ao FC Porto, uma “continuidade” do processo original e que existem “interpretações diferentes” entre os dois clubes.

“É a continuidade desses processos, que entraram no Tribunal do Funchal, porque não há desentendimentos entre as pessoas. Há interpretações diferentes daquilo que é a parte contratual de cada um. Nós achamos que a razão está do nosso lado, o FC Porto acha que a razão está do lado deles. Nada melhor que um árbitro para dirimir este conflito”, comentou o dirigente, em entrevista à RTP-Madeira.

O Marítimo deu entrada com duas ações judiciais para reclamar uma dívida de 6,3 milhões de euros ao FC Porto. Os processos deram entrada no Juízo Central Cível do Funchal no passado dia 7 de julho. Um deles reclama uma dívida de cinco milhões de euros, e o outro diz respeito a uma verba de 1,3 milhões.

Tendo em conta os valores referidos, estas ações estarão relacionadas com transferências de Pepe, em 2004, e Kléber, em 2011, para os ‘dragões’, até pela correspondência em termos de verbas, uma vez que o Marítimo já tinha assumido os litígios anteriormente.

A Comissão Arbitral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional decidiu, em fevereiro de 2013, que o conjunto portista não tinha de pagar qualquer indemnização aos insulares.

Essa decisão acabou por ser anulada nove meses depois, através do Tribunal Cível do Porto, o que tornou possível ao Marítimo poder exigir novamente uma compensação financeira.

Outro caso que envolve o clube madeirense e a justiça trata-se de uma ação apresentada pelo antigo internacional português Petit, que treinou os ‘verde rubros’ na época 2018/19, em que exige uma indemnização de 95 mil euros ao Marítimo, valor referente ao segundo ano de contrato, que seria da temporada 2019/20.

“O Petit interpreta como sendo uma dívida de um contrato, que não existiu. O que existia, e que foi sempre dito por ele e por mim, é que havia uma opção. Nós não exercemos a opção, por isso, logicamente, não há contrato. Também não percebo como é que se vem pedir coisas que não temos direito e como se vem pedir coisas que já estão inteiramente pagas. É outro assunto em que o tribunal será o árbitro para resolver essa situação”, reagiu Carlos Pereira.

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