Uma dezena de clubes do Campeonato de Portugal formou uma comissão para estudar formas de mudar os quadros competitivos do futebol em Portugal já na próxima época, como forma de fazer face a paragem provocada pelo Covid-19.

Escreve o jornal 'OJogo' na sua edição online que os clubes Vizela, Fafe, Sintrense, Espinho, Olhanense, Sertanense, Amora, Trofense, Lusitano e Leiria vão fazer chegar à Federação Portuguesa de Futebol uma proposta que promete revolucionar os quadros competitivos do futebol português, desde a Primeira Liga até aos Distritais.

A comissão propõe que a Primeira Liga seja alargada para 20 clubes em 2020/2021 para depois reduzir a mesma para 18 emblemas na época seguinte. Já a Segunda Liga seria disputada por 28 clubes, divididos em duas séries de 14 equipas em 2020/2021. A proposta prevê ainda que o Campeonato de Portugal seja disputado em duas séries de doze equipas cada a partir de 2020/21. Nas Distritais criava-se uma prova inter-associações com 56 equipas, dividas em quatro séries de 14 formações.

Escreve o jornal 'OJogo' que a ideia é minimizar o número de equipas prejudicadas pela interrupção das competições, devido a pandemia de Covid-19. Para os subscritores desta proposta, a paragem das provas nacionais de futebol e a incerteza sobre o seu regresso é um motivo para uma alteração nos quadros competitivos.

Entretanto a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou que vai começar a reunir-se com as associações distritais e regionais para definir o futuro das competições seniores, após cancelar as das camadas jovens. As reuniões “visam refletir sobre as medidas a tomar em relação às competições seniores nacionais”, acrescenta a FPF.

As competições nacionais de futebol de seniores foram suspensas em 12 de março, dois dias depois de a FPF ter decidido suspender as competições nacionais dos escalões de formação.

Na sexta-feira, a FPF decidiu concluir “as competições nacionais de todos os escalões de formação de futebol e futsal, masculinas e femininas, não resultando das mesmas qualquer efeito desportivo imediato", acrescentando que "não serão atribuídos títulos nas referidas competições, nem aplicado o regime de subidas e descidas".

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