Gabriel poderá não voltar a jogar esta época. O médio do Benfica sofreu uma parésia do VI par craniano, um problema que lhe condiciona a visão. Esta não é uma lesão frequente entre futebolistas mas já aconteceu com outros jogadores.

Gennaro Gattuso, atual treinador do Nápoles, teve o mesmo problema em 2011, quando defendia as cores do AC Milan, em Itália. O antigo médio descobriu que algo estava errado depois de um jogo com a Lázio.

"Os 20 minutos que joguei frente à Lazio foram um pesadelo. Era como se estivesse bêbado e via quatro Ibrahimovics. Até que choquei com o Nesta e percebi que não aguentava mais. Havia algo de errado comigo", começou por contar.

Esta lesão mudou a vida de Gattuso, uma vez que, em 2011, deixou de poder conduzir. Esperava-se que o antigo médio só voltasse aos relvados, seis meses depois, mas, ao cabo de 90 dias, Gattuso já estava a jogar.

"Nos últimos 45 dias consegui ler e ver todas as cores, por isso estou aqui hoje. É verdade que estou a lutar como o homem invisível, com visão dupla, mas o importante é não desistir. É muito triste não poder levar os meus filhos à escola, porque não posso conduzir. Tento levantar um copo e vejo dois...", explicou.

A parésia do VI par craniano esquerdo, com limitação da abdução, condiciona diplopia (a percepção de duas imagens de um único objeto). É uma lesão que compromete a capacidade de virar o olho para fora na totalidade e, olhando para o lado do olho afetado, existe visão dupla. Aí existe situação de estrabismo. Entre as suas causas estão os traumatismos cranianos, as diabetes e a pressão alta.

É difícil prever a recuperação de quem sofre deste problema.

Depois de encontradas as primeiras queixas “relacionadas com a visão” após a vitória por 3-2 com o Famalicão, para a Taça de Portugal, em 04 de fevereiro, Gabriel ficou de fora da derrota por 3-2 em casa do FC Porto, para o campeonato, e o 1-1 que apurou as ‘águias’ frente aos famalicenses, na terça-feira.

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