O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) reagiu com dureza à sugestão do Benfica em trazer árbitros estrangeiros para apitar os seus jogos e os do FC Porto até ao final da temporada. Em declarações ao programa 'Jogo Aberto' da 'SIC Notícias', Luciano Gonçalves mostrou-se contra a proposta 'encarnada' como solução para os problemas da arbitragem em Portugal.

"No regulamento existe essa possibilidade [de ter árbitros estrangeiros na I Liga], mas se calhar faria sentido também se trouxéssemos dirigentes do estrangeiro para os nossos clubes em Portugal", começou por dizer.

"Os nossos árbitros também apitam em outros países. Temos dos melhores árbitros da Europa. Pedir que venham estrangeiros arbitrar os nossos jogos só porque alguém está a pedir não faz qualquer sentido e é completamente descabido. Temos é de mudar mentalidades e trazer do estrangeiro os bons comportamentos", analisou.

O Benfica reforçou esta segunda-feira, na newsletter 'News Benfica', publicada no seu site oficial, o pedido feito domingo à Federação Portuguesa de Futebol e à Liga Portugal para a nomeação de árbitros estrangeiros para os seus jogos e para os jogos do FC Porto até ao final da presente época. As 'águias' explicam o porquê do pedido, justificando-o pela existência de "um clima de coação e ameaça sobre os árbitros portugueses e suas famílias que está em crescendo"

O FC Porto respondeu através de Francisco J. Marques, diretor de comunicação dos azuis-e-brancos. Na sua conta no Twitter, o diretor de comunicação dos 'dragões' publicou um vídeo do último Campeonato do Mundo em que o árbitro do embate entre Rússia e Espanha, Bjorn Kuipers, assinala uma grande penalidade num lance semelhante ao que sucedeu com Ferro no clássico de sábado, no Estádio do Dragão.

Segundo Francisco J. Marques, o lance "mostra a hipocrisia de uns quantos que tentam criar a narrativa que o penálti do Ferro foi mal assinalado."

O FC Porto venceu, no passado sábado, o Benfica por 3-2 no Dragão, em jogo da 20.ª jornada da Primeira Liga, e encurtou para quatro a desvantagem para os 'encarnados', líderes da prova.

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