Luciano Gonçalves, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, considera que o Conselho de Arbitragem (CA) não vai entrar nos "mind games" dos clubes, na sequência das queixas do FC Porto à arbitragem do jogo entre Feirense e Benfica.

Recorde-se que os 'dragões' apelaram, esta segunda-feira, para que o árbitro Bruno Paixão seja afastado dos jogos que vão decidir o campeonato, pedido que Luciano Gonçalves considera ser uma opinião para "consumo interno dos clubes".

"Não são opiniões para a arbitragem. Não é pelos clubes pedirem que se vete A, ou se vete B, que o CA vai entrar nesses 'mind games'", refere Luciano Gonçalves, para quem "todos os árbitros do quadro dão as melhores garantias".

"Certamente, se formos perguntar aos clubes se têm os melhores jogadores, dirão que sim. Temos de dar aos árbitros as melhores condições também. Tudo o que saia disto é uma guerra interna dos clubes, que gostam de entreter em volta desses ‘mind games’", sublinha.

O presidente da APAF apelou também à responsabilidade dos "responsáveis pelo futebol português" para a reta final da temporada.

"O meu grande receio [para o final da época] é não saber qual é o limite das pessoas. Tenho algum receio que as pessoas com responsabilidade ainda se excedam mais", apontou.

"Quero acreditar sempre que as pessoas com responsabilidade põem a mão na consciência e percebem que algo tem de parar. Continuamos a preocupar-nos mais com o que se passa fora das quatro linhas do que com o que se passa dentro", rematou.

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