André Geraldes terá sugerido a Bruno de Carvalho o envio de elementos de uma das claques do Sporting para 'cima dos jogadores', revelam mensagens apreendidas pela Polícia Judiciária divulgadas pelo jornal Correio da Manhã desta sexta-feira.

De acordo com o referido jornal, o telemóvel apreendido a André Geraldes pela polícia no âmbito do processo "Cashball" revela comunicações com ex-presidente do Sporting em que o antigo team Manager do Sporting sugere a intervenção das claques para aterrorizar os jogadores.

As mensagens trocadas entre André Geraldes e Bruno de Carvalho na aplicação WhatsApp ao longo de dois anos foram recuperadas pela PJ do Porto no âmbito do processo "Cashball". Segundo o referido jornal, foram analisadas centenas de mensagens escritas trocadas entre os ex-dirigentes, e se muitas não têm interesse para o processo Cashball já outras podem vir a ser usadas como prova na investigação à invasão da Academia de Alcochete.

Numa das mensagens reveladas pelo CM, André Geraldes sugere a Bruno de Carvalho o envio de elementos de uma claque "para cima dos jogadores". A referida mensagem coincidiu com um dos maiores momentos de tensão entre a antiga direção do Sporting e o plantel leonino por causa dos maus resultados desportivos e levanta indícios de uma relação promíscua e de proximidade entre os dois responsáveis do Sporting e elementos mais violentos da claque como recurso à mesma como método de coagir e amedrontar os atletas de forma a mostrar-lhes "quem manda".

O referido jornal adianta ainda que as mensagens não têm interesse para o processo de corrupção "Cashball', mas que já estão a ser transcritas pela PJ, e que depois de validadas pelo juiz de instrução, no Porto, deverão ser remetidas para o DIAP de Lisboa em que se investiga o clima de coação sobre os jogadores do Sporting e que culminou com os casos de agressão do plantel na Academia de Alcochete.

A investigação à invasão da Academia de Alcochete levada a cabo pela PSP e GNR pretende chegar mais longe no sentido de descobrir quem contribuiu e incentivou o clima de ódio contra os jogadores e nesse sentido surgem os nomes de Bruno de Carvalho e André Geraldes, que na véspera da operação Cashball tinham marcado uma reunião com todo o plantel na Academia de Alcochete para as 16h00, mas acabaram por não comparecer à hora combinada.

Os dois terão ficado reunidos em Alvalade e às 17h00 horas de dia 16 de maio estalou o terror no balneário em Alcochete.

Capa do jornal Correio da Manhã de sexta-feira 13 de julho
Capa do jornal Correio da Manhã de sexta-feira 13 de julho. créditos: SAPO Banca