A família de Rui Jordão, antigo futebolista que morreu na sexta-feira, aos 67 anos, em consequência de problemas cardíacos, informou que “não haverá lugar a exéquias” por vontade do ex-jogador.

“Respeitando profundamente as suas intenções – sempre coerentes -, não haverá lugar a exéquias. A cada um a sua homenagem pessoal, profissional ou pública”, refere o comunicado da família, hoje tornado público.

Na nota à imprensa, a família lembra, mais do que o futebolista, o artista que foi, sublinhando que a narrativa de vida de Rui Jordão não terminou: “tal como nunca terminam as narrativas daqueles que transcenderam as glórias mundanas, a favor da contemplação humanista”.

“Num momento em que a perda de um ente querido nos fragiliza, comove-nos, acima de tudo, o facto de percebermos que mais pessoas do que pensávamos sabem, na alma, que o Rui Jordão era – e sempre foi – muito mais que um dos melhores jogadores de futebol portugueses do século XX”, acrescenta o comunicado.

O antigo jogador, natural de Benguela, Angola, destacou-se no Benfica, clube no qual iniciou a carreira, em 1971/72, e no Sporting, tendo disputado 43 jogos pela seleção portuguesa e marcado 15 golos, dois dos quais no Europeu de 1984, no qual Portugal foi eliminado nas meias-finais.

Jordão, que jogou também no Saragoça e no Vitória de Setúbal, onde terminou a carreira, em 1988/89, foi melhor marcador do campeonato português nas épocas 1975/76 e 1979/80, tendo conquistado seis títulos de campeão nacional, três Taças de Portugal e uma Supertaça portuguesa.

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