O jogo do FC Porto em casa do Vitória de Guimarães esteve interrompido por alguns minutos aquando da recusa de Marega em manter-se em campo.

Segundo o jornal 'A Bola', o árbitro da partida terá ameaçado em terminar a partida, mas o jogo acabou por seguir até ao apito final. Mas afinal, que decisões Luís Godinho podia ter tomado nesta situação?

A FIFA e a UEFA partilham entre si o 'protocolo de três passos', tendo sido colocado em prática pela primeira vez pela FIFA em 2017 aquando da realização da Taça das Confederações na Rússia.

Passo 1: anúncio no sistema de som do estádio

O primeiro passo do procedimento passa por tentar pelas palavras que os comportamentos discriminatórios terminem. Quando o árbitro da partida se apercebe de comportamentos racistas deve de interromper a partida e pedir para que seja feito um anúncio pelo speaker de serviço para que os comportamentos em causa parem.

Passo 2: interrupção provisória

O jogo recomeça após o anúncio no estádio, mas se os comportamentos racistas continuarem, a partida volta a parar e as equipas voltam aos balneários. É a primeira medida que envolve que os jogadores abandonem mesmo o terreno de jogo, por cinco, dez minutos. Contudo, os jogadores podem mesmo nem regressar, depende do comportamento vindo das bancadas. É feito um novo anúncio no estádio para que os comportamentos em causa cessem.

Passo três: interrupção definitiva

Se depois de dois avisos sonoros e das equipas abandonarem o campo, os insultos continuarem o árbitro da partida dá o jogo como terminado. Esta é a decisão 'nuclear' e só pode ser tomada depois de todas as anteriores tentativas terem falhado.

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