Os árbitros designados para apitarem os jogos caseiros do Marítimo irão viajar nos voos charter que levarão os adversários do clube madeirense ao Funchal. Para Pedro Henrique, antigo árbitro internacional, esta decisão do Conselho de Arbitragem (CA) é um "erro grave".

"É erro grave colocar-se os árbitros a viajar no mesmo voo das equipas que se deslocarem à Madeira. Não está em causa a seriedade, nem dos clubes, nem dos árbitros, mas evitar focos de conflito, constrangimentos, problemas que possam existir. Percebo que não é viável colocar a equipa de arbitragem num voo diferente, mas este é mais um problema para o CA e para os árbitros e a única maneira de o evitar é não haver jogos nos Barreiros", comentou Pedro Henriques esta quarta-feira, no programa 'Bola da Noite', de 'A BOLA TV'

Para Pedro Henriques, esta decisão de ter árbitros a viajar nas comitivas das equipas fará correr mais tinta na 29.ª jornada da I Liga, quando o Benfica se deslocar à Madeira para defrontar o Marítimo.

"Não tenho dúvidas que a viagem de regresso será problemática caso haja algum erro de arbitragem, tal como não tenho dúvidas que o FC Porto, num cenário de luta acesa pelo título, use a comunicação para lançar suspeitas antes do jogo e criticar ainda de forma mais acesa o árbitro e o Benfica se acontecer algum erro", analisou.

O antigo juiz internacional lembrou que esta é uma decisão que coloca os árbitros numa posição desconfortável. E deu um exemplo próprio quando teve de fazer uma viagem de regresso ao continente, depois de um jogo que não lhe correu bem na Madeira.

Ainda no programa 'Bola da Noite', de 'A BOLA TV', Pedro Henriques deixou o seguinte alerta:

"Imaginem que um jogador ou treinador ou dirigente manda um bitaite ao árbitro dentro do avião. O árbitro está obrigado a relatar o incidente e pode haver consequências disciplinares", lembrou.

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