O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), Luciano Gonçalves, elogiou hoje a decisão de adoção das linhas de fora de jogo no videoárbitro durante a próxima época da I Liga.

"Era uma necessidade, era algo que a arbitragem pretendia, e não creio que vá servir para alimentar mais os problemas do futebol português. Espero que não se cometa o mesmo erro duas vezes. Espero que consigamos aproveitar o que de bom aquilo que as linhas vão trazer e não que se aproveite isso para ser mais um fator distrator do que é a arbitragem em Portugal", disse, à margem da presença num ciclo de conferências da Rádio Renascença.

O anúncio foi efetuado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) num comunicado conjunto enviado à Agência Lusa, que explicou ainda que o processo está em "fase de reajustes técnicos das condições estruturais e logísticas" para garantir a operacionalidade do sistema em 2019/20.

Instado a fazer um balanço da última temporada ao nível da arbitragem portuguesa, Luciano Gonçalves assumiu um "sabor agridoce" e não deixou de criticar o clima de pressão sobre os árbitros nas competições profissionais.

"É uma época em que ficámos satisfeitos, porque sabemos que fizemos tudo aquilo que podíamos ter feito para que o futebol nacional saísse mais valorizado, com melhores desempenhos das equipas de arbitragem. Naturalmente, a outra parte que nos deixa insatisfeitos é que mais um ano passou e mais uma vez o árbitro continua a ser o elo mais incompreendido em todos os agentes", disse.

Presente num painel em que estiveram também o árbitro João Capela, da Associação de Futebol de Lisboa, e o ex-árbitro Duarte Gomes, o líder da APAF prosseguiu o seu discurso, frisando ainda a urgência de passar a ver os árbitros "como uma parte do jogo e não como um mal necessário" e que estes são quem mais sofre quando não é feita uma boa arbitragem.

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