Nove meses depois de sair em liberdade condicional, Rúben Semedo, antigo defesa de Sporting, Villarreal e SD Huesca e atualmente emprestado ao Rio Ave, falou sobre os crimes de tentativa de homicídio, ameaças, posse ilegal de arma e roubo com violência.

"A primeira vez que fui detido estava num ambiente diferente, achava que era intocável, que nada ia acontecer e que podia fazer tudo o queria . E as pessoas que estavam comigo indicavam-me isso, diziam-me que eu podia fazer o que quisesse que não ia acontecer nada. Da primeira vez que fui detido, fui deixado em liberdade nesse mesmo dia à tarde. E pensei: 'se não acontecesse nada após o problema que teve aqui na noite, e os meus amigos dizem que está tudo bem, então é porque está'. Era o que parecia".

"'Porque não continuar no ambiente nocturno se não me acontece nada?!' Foi o que fiz. Continuei com os mesmos amigos. Não mudei. Às vezes ligavam-me a desafiar-me para sair e mesmo tendo treino no dia a seguir, eu ia sair. Pensava: 'Amanhã no treino faço duas corridinhas e descanso à tarde'".

"Confiei em quem não devia e por isso tive o final que tive. Estou arrependido, claro, mas vejo-o como uma aprendizagem. Fez-me ser melhor homem, melhor pai. Fez-me ser melhor filho e dar valor à minha mãe. Estava preso e vi a minha mãe a chorar na televisão. Nenhum filho quer isso, dar essa tristeza à sua mãe. Deixar a prisão foi nascer outra vez".

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