Antigo vice-presidente do Sporting, durante a presidência de Bruno de Carvalho, Alexandre Godinho prestou na tarde desta sexta-feira depoimento no tribunal de Monsanto, na 30ª sessão do julgamento da invasão à Academia de Alcohecete.

O ex-dirigente leonino começou por recordar a reunião de 7 de abril de 2018, após a derrota sofrida em Madrid, frente ao Atlético, para a Liga Europa. "A reunião foi solicitada pelos jogadores e teve lugar no estádio. Houve uma troca de acusações entre atletas e administração e algumas situações mais chatas, nomeadamente com os capitães. Ele não se portaram bem. O William acusou o presidente de ter dado ordem para partirem os seus carros e o Rui Patrício foi insolente", recordou.

Alexandre Godinho abordou, depois, os dias que antecederam a invasão à Academia por parte dos adeptos. "A 15 de maio rebenta o caso Cashball. Estávamos reunidos por causa disso e, quando a notícia saiu, ninguém percebeu o que se estava a passar", recordou, explicando que, nesse momento, Bruno de Carvalho terá sido informado que Jorge Jesus lhe tinha dito para não ir à Academia.

Jogadores de Hóquei e Andebol falam de boa relação com Bruno de Carvalho

Antes de Alexandre Godinho tinham falado João Pinto, antigo jogador de hóquei do Sporting, e Carlos Carneiro, antigo capitão da formação de andebol dos 'verdes e brancos', que recordaram a relação que tinham com o então presidente Bruno de Carvalho.

João Pinto, que ex-agora atua nos italianos do Lodi e que prestou depoimento por videoconferência, recordou que Bruno de Carvalho "tinha uma relação familiar com os jogadores de hóquei. Era uma relação de proximidade. Ficava feliz com as vitórias e triste com as derrotas como os jogadores".

Já Carlos Carneiro referiu que Bruno de Carvalho transmitia uma "cultura de exigência", enquanto líder e que "nos maus momentos tentava ver o que faltava para melhorar", acrescentando que o plantel de andebol teve, na altura, "três ou quatro reuniões com ele".

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