Os sócios do Vitória de Setúbal escolhem sexta-feira, no pavilhão Antoine Velge, qual das cinco listas candidatas às eleições vai dirigir os órgãos sociais do clube no mandato 2020-2023.

Chumbita Nunes (lista A), Pedro Gaiveo Luzio (B), Pedro Dias Mendes (C) e Paulo Gomes (D) procuram ocupar o lugar do atual presidente Vítor Hugo Valente, que encabeça a lista E, nas eleições mais concorridas de sempre nos 109 anos de história do clube da I Liga de futebol.

O advogado Chumbita Nunes, presidente do clube entre 2003 e 2006, foi o primeiro a formalizar candidatura e afirma que avançou com o objetivo de mudar o paradigma e impedir que o clube seja falado por razões negativas.

"O Vitória não precisa de mais publicidade de cariz polémico, nem de devassa, nem de continuar na intranquilidade a que temos assistido. Os vitorianos merecem transparência, honestidade, contas certas e grandes vitórias", referiu.

O líder da lista A, de 65 anos de idade, lembrou que o Vitória de Setúbal teve sucesso desportivo aquando da sua passagem pelo clube há 14 anos.

"Fui presidente do Vitória entre 2003 e 2006. Os sócios conhecem o meu trabalho: conquistámos a terceira Taça de Portugal, a supertaça ibérica, classificações tranquilas no campeonato e fomos à UEFA. Irei tentar retomar o caminho traçado de há 14 anos, até porque não acabei a obra que tinha proposto quando fui eleito presidente pela primeira vez", disse, apontando à "construção de um centro de estágio e renovação do estádio do Bonfim".

A lista B é encabeçada por Pedro Gaiveo Luzio, ex-vice-presidente da direção, que se demitiu do cargo há um ano por discordar da gestão seguida por Vítor Hugo Valente.

"Nunca me identifiquei com a gestão e queria fazer as coisas de outra forma. Saí e fui tendo cada vez mais apoio dos sócios que me iam dizendo que tinha de ser eu a avançar. Estive no clube 14 meses e vi que não é o papão que se pensava. Se as coisas forem bem feitas, conseguimos tirar o Vitória do buraco em que está", disse.

O empresário, de 54 anos, é célere a apontar as medidas a implementar caso seja vença as eleições.

"Temos três medidas imediatas: auditoria às contas da SAD e do clube, que já está pré-adjudicada, alteração de estatutos e marcação de uma assembleia geral extraordinária para implementar as medidas que temos no nosso programa", vincou.

Sócio do clube desde 2017, José Dias Mendes é o candidato à presidência do Vitória de Setúbal pela lista C. O facto de ser o menos conhecido entre os candidatos não é um entrave à sua eleição, salienta.

"O Vitória tem futuro e em nome desse futuro acreditamos que o clube precisa de uma mudança e de rostos novos para mudar o paradigma do modelo de negócio que temos atualmente. Pretendemos mudar e ser completamente diferentes", referiu.

O empresário, de 50 anos, tem já definidas as prioridades.

"Queremos inovação, não só na gestão, mas também no marketing e modelo geral da SAD, como também nos outros órgãos. Vamos avançar com a auditoria e promover reuniões mensais entre a direção e os demais órgãos sociais. Quanto mais massa cinzenta para debater ideias, melhor", sublinhou.

A lista D é encabeçada por Paulo Gomes, ex-vice-presidente que se demitiu em dezembro com outros dirigentes, fazendo a direção perder o quórum e obrigando à marcação de eleições. O empresário, de 50 anos, explica as razões da sua candidatura.

"Concluímos que com o nosso conhecimento e capacidade não devíamos, nem poderíamos ir para casa. Fui o escolhido para encabeçar esta equipa e cá estou eu, agora mais reforçado, com gente de trabalho, cheio de vontade e ambição para reerguer o Vitória", disse.

As prioridades da lista D também já estão definidas, garante o antigo vice-presidente e administrador da SAD, dando conta de algumas das medidas a implementar.

"De imediato, queremos a aprovação dos estatutos e execução da auditoria ao clube e à SAD. Reabilitar as infraestruturas e criar uma estrutura de futebol completamente profissionalizada, que dê garantias de classificação na primeira metade da tabela", enumerou.

O atual presidente Vítor Hugo Valente, de 58 anos, foi o último a apresentar a candidatura às eleições de sexta-feira, razão pela qual encabeça a lista E.

"Não é inocente o facto de querermos ser a quinta lista. Deste modo, somos lista ‘E' de estabilidade, que é o traço e a marca daquilo que o Vitória tem e foi prometido aos sócios quando fomos eleitos há dois anos", explicou.

O advogado, que está à frente do clube desde 21 de dezembro de 2017, pretende, caso seja vença as eleições, colocar o clube em "novos patamares competitivos".

"Coloquei o Vitória em situação de poder chegar a novos patamares competitivos, tal como prometi há dois anos quando assumi a presidência. O Vitória não é rico, mas é um clube estável. Os indícios estão à vista: salários em dia e inscrições feitas dentro dos prazos", disse.

Os sócios do Vitória de Setúbal, atual 10.º classificado da I Liga, com 19 pontos, vão exercer o seu direito de voto entre as 10:00 e 22:00 de sexta-feira, no pavilhão Antoine Velge.

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