Os sócios do Vitória de Guimarães, clube cuja equipa de futebol disputa a I Liga, aprovaram hoje, por maioria, o Relatório e Contas da época 2018/19 e o Orçamento para a época 2019/20, em Assembleia Geral (AG).

O Relatório e Contas das atividades do clube - não inclui o futebol, sob alçada da SAD - apresentou um lucro de 747.000 euros e uma queda do passivo pelo sétimo ano seguido, dos 8,86 para os 7,45 milhões de euros, enquanto o Orçamento antecipa um prejuízo final de 95.000 euros, apesar dos rendimentos estimados de 4,4 milhões de euros e dos gastos de 3,5 milhões.

Após a reunião magna, o presidente vitoriano, Miguel Pinto Lisboa, salientou que os números expressam uma "aposta forte nas modalidades", agregadoras de mais de 1.000 atletas, mas avisou que "eventuais desvios" nesse orçamento vão ser "monitorizados e corrigidos de forma imediata", de acordo com o pedido do Conselho Fiscal, no parecer favorável por unanimidade.

O dirigente realçou ainda que a mudança do sistema de quotização, proposta igualmente pelo Conselho Fiscal, requer alterações nos estatutos do clube, que têm de ser elaboradas por uma comissão para o efeito.

Antes dessa reunião magna, 91 associados aprovaram, com voto secreto nas urnas, a inclusão de uma alínea ao artigo 27.º dos estatutos do clube, que lhes dá o poder de "deliberar sobre possíveis alterações aos pactos sociais de sociedades anónimas desportivas das quais o clube seja acionista", numa Assembleia Geral Extraordinária, também decorrida no Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense.

O presidente dos minhotos realçou que essa mudança, que dá poder aos sócios para decidirem sobre as regras que tutelam a SAD, é "positiva", por "dar garantias aos associados" de que a relação entre a sociedade e o clube vai ser mais "confortável" a partir de hoje.

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