O antigo presidente da SAD do Sporting, José Sousa Cintra, deu uma entrevista ao jornal 'Record', onde fala dos três meses em que esteve à frente do clube de Alvalade, enquanto a Comissão de Gestão fazia a passagem entre a destituição de Bruno de Carvalho e a eleição de um novo presidente.

"Os sportinguistas estavam profundamente desiludidos e preocupados. O Sporting estava a cair a pique. A imagem do clube estava brutalmente afetada", começou por dizer o antigo dirigente, enquanto falava dos primeiros dias em Alvalade.

Questionado sobre o que o levou a aceitar "a missão" de reerguer o Sporting, Sousa Cintra afirma que "Marta Soares não arranjava ninguém. Um dia falei com o Torres Pereira e disse-lhe: 'Você está disponível, porque não vai ajudar o Sporting?' Ele pôs as coisas nestes termos: 'Se você for, eu vou.' A situação estava a agravar-se tanto".

Garante que todos os dias foram "fascinantes" e que, apesar dos problemas do clube, nunca teve medo de estar em Alvalade. Quanto a arrependimentos, afirma que só tem um: despedir Bobby Robson, em 1993. "É a única coisa de que me arrependo no Sporting. Tomei a decisão errada. Robson era um senhor", disse.

Quanto a Bruno de Carvalho, Sousa Cintra garante já ter dito "o que tinha a dizer". "Eu sou muito frontal. Não sou de meias conversas. Mas não quero falar do Bruno de Carvalho. Nunca ninguém me ouviu na praça pública dizer mal deste ou daquele presidente do Sporting e não quero abrir agora uma exceção. Houve presidentes que prestaram um péssimo serviço ao Sporting, prejudicaram grandemente o clube", atira.

No entanto, paira no ar um questão: pensa voltar a candidatar-se à presidência do Sporting? Sousa Cintra não hesita. "Nunca mais serei candidato à presidência do Sporting, porque não quero ser."

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