O depoimento de parte do representante "encarnado" durou cerca de um hora e, a pedido de Luís Filipe Vieira, não teve a presença da comunicação social.

A Benfica SAD distribuiu uma nota de imprensa em que alega que "a Britalar não cumpriu a totalidade da empreitada contratada pelo que requer neste processo uma compensação por trabalhos que não foram realizados".

"O processo em causa respeita à construção do centro de estágio do Seixal (Caixa Futebol Campus). Invoca a Britalar terem existido trabalhos a mais, invoca a Benfica SAD que a natureza da empreitada era 'chave na mão', englobando a totalidade dos trabalhos realizados", lê-se.

A inquirição a Luís Filipe Vieira chegou a estar agendada para a primeira audiência, a 02 de Junho, mas o dirigente não compareceu "por motivos imprevistos e inadiáveis", como determinou o juiz Nuno Salpico que ficasse exarado.

Luís Filipe Vieira foi depois notificado para comparecer a 18 de Junho, o que não veio a acontecer, pois o julgamento foi suspenso por período de 30 dias para a empresa Britalar, de António Salvador, presidente do Sporting de Braga, e a Benfica SAD tentarem um acordo.

A Benfica SAD, que também accionou a Britalar, recusou um acordo, pelo que se tentou um compromisso arbitral, designando um tribunal.

Como o entendimento não foi possível, o juiz calendarizou um conjunto de audiências, desde hoje, em que foram ouvidas técnicos da Britalar, até 10 de Dezembro, em que se prevê a inquirição ao antigo vice-presidente do património Mário Dias.

Neste processo está em causa a construção do Centro de Estágio do clube, no Seixal, obra inicialmente orçada em 12,96 milhões de euros, em meados de 2004.

Mais tarde, a empreitada foi renegociada com a Britalar em mais 2,5 milhões de euros, mas, como disse António Salvador na primeira audiência, o Benfica apresentou mais projectos de especialidade em Janeiro de 2005.

A empresa comunicou ao clube que a adjudicação teria de ser feita mediante o pagamento de mais três milhões de euros e, já com as obras do complexo a decorrerem, António Salvador reuniu-se com Luís Filipe Vieira e Mário Dias, que se comprometeram a negociar essa verba adicional num jantar.

Nesse encontro, as partes estabeleceram que o montante seria reduzido de três para 2,5 milhões de euros, mas, como vincou António Salvador em tribunal, apenas foi reduzido a contrato "quase dois meses depois".

No entanto, a Britalar reclama mais 1,6 milhões de euros em obras alegadamente executadas e que não estavam previstas no contrato de empreitada, enquanto o Benfica entende que não há lugar a pagamentos adicionais e também constituiu a empresa como réu.

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