O treinador Vítor Oliveira desejou hoje uma subida qualitativa do Gil Vicente na receção ao Famalicão, na terça-feira, no encontro inaugural da 26.ª jornada, para reverter uma reentrada em falso na I Liga.

“Não é uma fase em que se possa treinar muito, devido aos microciclos algo indefinidos e ao calor que se tem feito sentir. Por isso, a evolução não será tanta quanto desejaríamos, mas temos treinado para melhorar e apresentar melhor qualidade de jogo e, fundamentalmente, melhores resultados. Acredito que amanhã [terça-feira] estaremos melhores do que em Portimão”, apontou o técnico, em conferência de imprensa.

Os minhotos assinalaram a retoma do campeonato na quarta-feira, com um desaire no terreno do antepenúltimo Portimonense (1-0), numa ronda que revelou “situações de pouca normalidade”, confirmando que “toda a gente ainda está à procura da sua forma”, após quase três meses de pausa competitiva devido à pandemia de covid-19.

“É evidente que os jogos e os pontos vão ser rijamente disputados, mas a qualidade de jogo nunca vai ser a mesma que existia antes desta paragem. No entanto, penso que os jogadores vão começar a apresentar melhores condições para aquilatar o potencial das equipas e dentro de duas ou três jornadas voltaremos à normalidade”, afiançou.

Os barcelenses vão defrontar o Famalicão, que regressou esta época ao principal escalão nacional para se afirmar como “a grande surpresa” da prova, ao evidenciar uma “equipa superiormente orientada, muito equilibrada em termos coletivos e a despontar grandes valores individuais”, como indicou o triunfo “fantástico” sobre o FC Porto (2-1).

“Faz-me lembrar a nossa vitória contra o FC Porto na primeira jornada [2-1], à qual se seguiu um jogo péssimo em Moreira de Cónegos [derrota por 3-0]. Vai ser um jogo difícil para ambos, mas estamos empenhados em ficar com os três pontos e queremos fazer valer o fator casa, embora não tenhamos infelizmente o apoio do nosso público”, frisou.

Recusando um “trabalho psicológico específico” para suportar o impacto das bancadas vazias, Vítor Oliveira repisou as críticas tecidas aos jogos à porta fechada, apelando à “hipótese de haver público nos estádios”, o que seria “um forte incentivo para as pessoas e um bom indicador que o futebol daria à sociedade”.

“Há muitos condicionalismos. Estamos a menos de 24 horas do jogo e não sabemos se vamos fazer três ou cinco substituições. Não faz muito sentido jogarmos 24 jornadas com três substituições, fazer uma jornada no pós-covid com três e agora alterarmos. Isto é brincar ao futebol”, argumentou.

O experiente treinador voltará a contar com o avançado brasileiro Lourency, que estava castigado, ao contrário do médio luso-francês Claude Gonçalves, suspenso por ter completado uma série de cinco cartões amarelos diante dos algarvios, enquanto o defesa brasileiro Rodrigo juntou-se ao colega de setor Fernando Fonseca no boletim clínico.

O Gil Vicente, 10.º colocado, com 30 pontos, recebe o Famalicão, na quinta posição, com 40, na terça-feira, às 21:00, no Estádio Cidade de Barcelos, na partida de abertura da 26.ª jornada, que será arbitrada por Hélder Malheiro, da associação de Lisboa, e vai estrear as cinco substituições e os nove jogadores suplentes na I Liga.

Fonte oficial de um dos clubes presentes na reunião magna confirmou hoje à Lusa a aprovação da alteração temporária do Regulamento de Competições da LPFP para permitir a inscrição de nove suplentes e a realização de cinco substituições por equipa nos remanescentes jogos da I Liga.

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