"O campeonato vai ser mais difícil do que foi no ano passado. É nossa convicção que a luta pelo título vai ser mais apertada, a luta pela Europa, onde haverá menos lugares, vai ser também ainda mais apertada e presumo que inclusivamente a luta pela descida de divisão será muito intensa", afirmou Vítor Pereira.

Numa entrevista à Agência Lusa, o responsável pela arbitragem nas competições profissionais garantiu que a contestação "não mete medo" e os árbitros não se vão "desculpar dizendo que são humanos", "são quatro e as câmaras de televisão 16 ou 20".

"Não vamos conseguir ser perfeitos. Vamos arbitrar cerca de 500 jogos durante toda esta época e se conseguirmos ter 90 por cento de jogos em que não tenhamos influência directa ou indirecta no resultado final, será um objectivo a alcançar por todos os árbitros", traçou como meta o antigo árbitro internacional.

Vítor Pereira sublinhou que "se se conseguir que em menos de 50 jogos haja influência negativa" será "um número interessante, ao melhor nível daquilo que as arbitragens por essa Europa fora farão".

Vítor Pereira explicou que os organismos internacionais estão atentos "ao rigor que se está a implementar", assim como à "exigência implementada no treino", e "sabem as condições que têm sido dadas aos árbitros" em Portugal.

"E isso é motivo da nossa esperança de que, paulatinamente, enquanto não se muda completamente o paradigma do amadorismo para o profissionalismo, irmos conseguindo responder às expectativas que este futebol mais moderno, mais difícil, mais físico, mais rápido e mais intenso e mais competitivo, vai, a cada momento, obrigando os árbitros a corresponder", acrescentou.

"Os árbitros sabem hoje, melhor do que alguma vez souberam, qual é a sua missão e a sua missão é contribuir para um futebol melhor, garantindo a imparcialidade em cada jogo", defendeu.

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