O antigo presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) Mário Semedo desmentiu hoje o desaparecimento de equipamentos da seleção, estanhando que a denúncia do seu sucessor, destituído há uma semana, aconteça só agora.

Na quinta-feira, o presidente destituído da FCF, Vítor Osório, disse que há "muita máfia" na seleção e denunciou o desaparecimento de um lote de mais de 700 equipamentos, patrocinados pela empresa portuguesa Lacatoni.

O ex-dirigente federativo, que foi eleito em maio de 2015 e destituído do cargo há uma semana, disse que os equipamentos saíram da Lacatoni, mas não chegaram à federação, que não conseguiu encontrar o rasto dos materiais.

"Para mim também é uma novidade. Passaram-se dois anos e quatro ou cinco meses e nunca tinha tido essa informação por parte dele (Vítor Osório) e da direção e estranho que, agora, depois de destituído, venha trazer essa informação", afirmou Mário Semedo.

O ex-presidente acrescentou que durante a sua gestão, “na relação com a Lacatoni, todos os equipamento solicitados pela federação no âmbito desse acordo chegaram na federação e foram utilizados nos termos desse acordo”.

"Portanto, desminto que em minha gestão a federação tenha solicitado equipamentos e que não tenham chegado à federação. Isso é no mínimo absurdo", vincou Mário Semedo, em entrevista à GreenSports, o canal desportivo cabo-verdiano em que Vítor Osório fez a denúncia.

Em dezembro de 2014, o então presidente Mário Semedo assinou um protocolo de patrocínio com a Lacatoni, empresa de vestuário e materiais desportivos, que passou vestir a seleção nacional.

Vítor Osório, eleito em maio de 2015, substituiu Mário Semedo, que tinha ocupado o cargo por mais de 10 anos.

A direção FCF, liderada até sábado último por Vítor Osório, foi destituída após a polémica em torno do campeonato nacional, em que o Mindelense de São Vicente foi eliminado e a Ultramarina de São Nicolau joga a final da prova com o Sporting da Praia.

No dia 30 de setembro serão realizadas eleições antecipadas, que serão preparadas por uma comissão de gestão, liderada por Mário Avelino, presidente da Associação Regional de Santiago Sul, que em 2015 foi derrotado por Vítor Osório e que já garantiu que é novamente candidato.

Vários outros nomes já se perfilam para liderar a federação, casos de José Mário Correia, Celestino Mascarenhas, Carlos Lima, com a imprensa cabo-verdiana a aventar a possibilidade do regresso de Mário Semedo, bem como dos nomes de Gerson Melo e Rui Évora.

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