Fernando Santos espera não vir a ser surpreendido pela Suíça. Em conferência de imprensa na Cidade do Futebol (onde era suposto estar um jogador e não o selecionador), o selecionador de Portugal mostrou-se atento às mudanças na Suíça, uma seleção diferente da que defrontou Portugal na fase de apuramento ao Mundial2018.

"A partir de quarta-feira, já com todos, vamos trabalhar todos os aspetos do jogo. A Suíça é a mesma equipa que conhecemos mas que a meio do jogo com a Bélgica [Liga das Nações], introduziu nuances diferentes na organização estratégica. Estavam a perder por 2-1, passaram a jogar em 1-3-4-2, voltaram a fazê-lo com a Dinamarca e Georgia. Se fôssemos só olhar para os nossos confrontos, podíamos ser surpreendidos. A Suíça neste momento tem essa variante e no jogo com a Bélgica resultou muito bem, porque estavam a perder por 2-0 e acabaram por vencer por 5-2. Estamos menos vulneráveis a contra-ataques, o lateral esquerdo não sobe com tanta facilidade, ao contrário do lateral esquerdo. Vamos ter de nos preparar muito bem para isso, procurar o jogo do adversário. Temos de preparar a nossa equipa, a nossa forma de jogar e estar, temos de pensar em nós e no que temos de fazer mas temos de conhecer os adversários para não esbarrarmos num muro", explicou.

Na Suíça joga Haris Seferovic, avançado bem conhecido dos portugueses e que se sagrou campeão e melhor marcador da Primeira Liga esta época. O facto de treinar e jogar ao lado de Rúben Dias não constitui vantagem para o central português.

"Também se deve perguntar ao selecionador da Suíça sobre segredos de Rúben Dias, que nem sei se vai jogar. O que importa é o coletivo e o que cada equipa for capaz de fazer. Preparar bem o jogo e as nuances que a Suíça tem imposto. Até a mim me surpreendeu que eles estavam a jogar algumas vezes com três defesas. Depois de ver o jogo, com muita atenção, isso percebe-se bem. Isso gerou uma consistência defensiva diferente. Se calhar não vamos ter tanta oportunidades de transiçãos", analisou.

O selecionador luso voltou a comentar a lista de convocados, explicando as razões para a chamada de João Cancelo e Danilo. De recordar que o lateral direito foi recentemente operado ao nariz.

"[Se o feedback sobre o Cancelo] fosse negativo não o teria convocado, por isso está aqui. Era suposto só ter chegado na quarta-feira mas já está cá connosco. Vai ter de usar uma máscara nos treinos e é preciso habituar-se a isso", sublinhou Fernando Santos, ants de explicar a chamada de Danilo, jogador que está castigado e que só poderá jogar a final da Liga das Nações, caso Portugal afaste a Suíça na meia-final.

"Temos de sempre de pensar nessas questões, não é normal [convocar um jogador castigado]. Não pode estar no primeiro jogo mas vamos jogar quarta e domingo, teremos pouco tempo e há jogadores cujas caraterísticas encaixem perfeitamente. Podíamos ter chamado quatro centrais, optamos por Danilo que preenche várias posições", justificou.

Sobre as opções de quem irá jogar ou não, Fernando Santos respeita todos os palpites, até porque "as opiniões são sempre discutíveis, os homens é que são respeitados" mas garante que já tem 70 a 80 por cento da equipa na cabeça.

"Se me disserem que não sei em 80 por cento quem vai jogar... seria um bocadinho complicado. Os próprios treinos e os jogadores vão dizer quem vai ser opção até porque as vezes temos uma ideia e depois nos treinos mudamos, há sempre dúvidas. Mas não tenho tantas dúvidas sobre quem vai jogar", atirou.

Portugal começou a preparar a final-four da Liga das Nações, num treino com 15 jogadores.

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